sábado, 19 de julho de 2008

PESCA NAS SELVAGENS PROIBIDA POR PRECAUÇÃO

A pesca em redor das Selvagens foi ontem proibida, no final de uma reunião, que decorreu no Comando Naval da Madeira, e que movimentou, para além daquele organismo, representantes da Direcção Regional das Pescas, da Direcção Regional da Saúde Pública e do Parque Natural da Madeira. Em causa uma micro-alga que liberta uma biotoxina, a “ciguatera”, capaz de provocar distúrbios gastro-intestinais e neurológicos às pessoas que ingerem os peixes que se alimentam daquela.Teixeira Ornelas, director regional das Pescas, disse ao JM que a medida, que vai vigorar por tempo indeterminado, estende-se apenas até à linha batimétrica (profundidade) dos 200 metros em redor das ilhas Selvagens. No restante mar madeirense, porque não há registos da micro-alga, que habita as costas de recifes e atóis, como é o caso das Selvagens, não haverá quaisquer limites de pesca. Por outro lado, também o peixe colocado à venda não oferece qualquer risco para a saúde humana, conforme destaca o governante.A medida foi tomada na sequência de relatos de indisposição de alguns pescadores, após terem consumido peixe pescado na orla costeira das Selvagens. Investigações conduzidas por especialistas madeirenses permitiram detectar a existência de uma micro-alga, que afecta apenas os peixes de costa que a consomem.A monitorização já está em curso e serão feitos testes regulares, para ver da evolução da micro-alga que, como acontece noutras localidades, acaba por desaparecer ao longo de algum tempo. Ou seja, «é uma situação pontual, que não deverá demorar muito».Teixeira Ornelas realça ainda que não há razão para alarmes, até porque a situação está a ser acompanhada atentamente pelos técnicos madeirenses. «São medidas apenas de precaução» – realça.O governante lembra ainda que o surgimento das micro-algas não tem origem na acção humana ou sequer em qualquer problema ambiental. «É uma espécie que aparece de vez em quando nos recifes e que desta vez surgiu nas Selvagens» — reitera.Na próxima semana, serão feitas recolhas para o laboratório de referência nacional para identificação de biotoxinas marinhas.A intoxicação por “ciguatera” é uma forma de intoxicação humana causada pelo consumo de peixes marinhos com barbatanas, de regiões subtropicais e tropicais, que tenham acumulado a toxina naturalmente devido à dieta. As toxinas são conhecidas como originadas de diversas espécies de algas (dinoflagelados), que são comuns em regiões endémicas, nas baixas latitudes.

Miguel Angelo in Jornaldamadeira

CORAIS TAMBÉM SOFREM DE STRESS E CORREM RISCO DE EXTINÇÃO

Devido a factores como a mudança climática e a poluição, os corais também sofrem de stress e já correm o risco de extinção.De acordo com o primeiro grande estudo mundial sobre o estado de conservação dos corais, da União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN) e de Conservação Internacional, o objectivo é incluir essas espécies na lista de espécies ameaçadas. Os recifes de coral, que levam milhões de anos para serem construídos, abrigam mais de 25% das espécies marinhas. Os corais produzem os recifes nas águas pouco profundas tropicais e subtropicais, e são extremamente sensíveis às mudanças registrados no seu meio-ambiente. Este estudo mostra ainda que as principais ameaças que afectam os corais são a mudança climática e os problemas locais como a pesca destrutiva, assim como a qualidade da água afectada pela poluição e pela degradação dos “habitats”. As mudanças climáticas levam ao branqueamento dos corais, um resultado da sua resposta ao stress e que lhe torna mais frágil frente às doenças. Os investigadores predizem, além disso, que a acidificação dos oceanos representa uma nova ameaça grave para os recifes de coral. O principal autor do artigo, publicado pela revista “Science Express”, Kent Carpenter, lembra que «quando os corais morrem, os outros animais e plantas que dependem dos recifes de coral para sua alimentação e sua protecção também desaparecem, o que pode causar a destruição de todo um ecossistema».



quarta-feira, 18 de junho de 2008

À DESCOBERTA DAS REGIÕES POLARES


Quatro alunos da Escola Professor Francisco M.S. Barreto, acompanhados de um professor, partiram na passada quinta-feira “à descoberta das regiões polares” rumo à Serra da Estrela tendo em vista a participação num estágio com a duração de três dias na maior elevação de Portugal Continental. A participação nesta actividade inseriu-se no usufruto de um prémio conquistado pela nossa escola ainda no ano lectivo transacto, no âmbito do Concurso Latitude 60, iniciativa promovida pelo Comité Português para o Ano Polar Internacional. Recorde-se que a Francisco Barreto arrecadou o 1º prémio a nível nacional na categoria audiovisual, de entre quatro centenas de candidaturas de todo o país. A saga realizada pela “Aurora Boreal” – pseudónimo da escola – com o título “Ouro Sub Azul”, decorre no ano 2075 quando gradualmente os humanos são forçados a ir viver para as profundezas dos oceanos devido à poluição e ao degelo. Os discentes seleccionados, todos de 3.º ciclo, chegaram quinta-feira a Lisboa, onde pernoitaram, partindo logo pela alvorada de sexta-feira em direcção aos “Montes Hermínios”.
Diversas actividades de campo, fóruns e workshops integraram o programa da concentração. “Os vestígios das variações climáticas nos sedimentos do passado”, “À caça dos vestígios da Última Glaciação”, “Estudando o clima das montanhas” e “Pinguins, focas, lulas colossais e afins: À descoberta de como os animais vivem no Árctico” foram os temas dos diversos workshops dos quais os madeirenses participaram, juntamente com dezenas de outros estudantes de todo o país. Sublinhe-se que a concretização da participação madeirense só foi possível devido à colaboração da Câmara Municipal da Calheta e da Direcção Regional de Educação, entidades que custearam as deslocações aéreas.

segunda-feira, 9 de junho de 2008

OBRIGADO A TODOS!

Terminada a odisseia a Lisboa no âmbito da visita cultural à capital promovida pela nossa escola - Museu dos Coches, Mosteiro dos Jerónimos, Torre de Belém, Padrão dos Descobrimentos, Jardim Zoológico de Lisboa, Estádio da Luz, Oceanário, Pavilhão do Conhecimento, Centro de Interpretação Ambiental da Ponta do Sal, Centro de Ciência Viva de Sintra integraram, entre outros, o itinerário desta visita – naquilo que foram cinco dias intensíssimos (e como tal extenuantes) mas de uma riqueza inolvidável para os vinte e cinco alunos participantes, cumpre-nos agora agradecer às entidades que tornaram possível a concretização deste sonho que, estamos certos, tão cedo não se repetirá para estes alunos.
Não obstante o tempo ser de dificuldade, responderam presente, à medida das respectivas possibilidades, as seguintes empresas/instituições:

  • Art Caffé;
  • Auto Ribeira da Camisa - Reparações Automóveis, Lda.;
  • Banganho & Borges Pinto, Lda.;
  • Bar "Padaria do Calhau";
  • Bar Ferro Velho;
  • Bar Number Two É p’rá Poncha;
  • BPI;
  • Caixa Geral de Depósitos;
  • Câmara Municipal da Calheta;
  • Casa Liz;
  • Cimentos Madeira;
  • CR7;
  • Delta Cafés;
  • Direcção Regional de Educação;
  • Direcção Regional de Turismo;
  • Escola de Condução Avenida;
  • Estação de Serviço Alfa - Centauro, Lda.;
  • Estalagem do Mar São Vicente;
  • Fábrica de Mel do Ribeiro Seco;
  • Farmácia da Nazaré;
  • Farmácia de Ponta Delgada;
  • Farmácia de Santo António;
  • Farmácia de São Vicente;
  • Farmácia do Chafariz;
  • Farmácia do Estreito da Calheta;
  • Farmácia Varela;
  • Ferreira e Brum;
  • Hotel Colina da Fajã;
  • J. Nunes, Lda.;
  • João Leonardo Vieira;
  • José Luís Gouveia de Sousa Materiais de Construção;
  • José Rodrigues & Rodrigues;
  • Junta de Freguesia da Fajã da Ovelha;
  • Junta de Freguesia da Ponta do Pargo;
  • Leonardo Gomes & Brazão, Lda.;
  • Lotinha da Madeira;
  • Moinho Mini Mercado e Snack-bar;
  • Natalie Agrela e Ornelas Pita, Lda.;
  • On Drive;
  • Ourivesaria Relojoaria Royal;
  • Padaria dos Álamos;
  • Padaria Panoeste;
  • Pastelaria Miminho;
  • Pingo Doce;
  • Pizzaria Jardim Restaurante;
  • Pizzarias La Carbonara;
  • Polimateriais;
  • Restaurante Marisqueira Rocha Mar;
  • Restaurante Olhar do Campo;
  • Restaurante São Cristóvão Boaventura;
  • RMK Tours- Travel Agent Madeira;
  • Snack – Bar Joe’s Bar;
  • SOMAGUE Engenharia Madeira;
  • Somuros – Obras Públicas e Particulares, Lda.;
  • Taberna da Poncha Serra d’Água;
  • TNJ Alumínios Lda.;
  • Tomás Fernandes Reparação de Automóveis, Lda.

OBRIGADO A TODOS!

domingo, 8 de junho de 2008

ALUNOS DA FAJÃ VIBRARAM COM ROCK IN RIO

Alunos da Fajã da Ovelha foram premiados pelo concurso Escola Solar do Rock in Rio. Para além de uma visita cultural a vários pontos de interesse de Lisboa, os jovens assistiram ao evento no dia da Criança.

Terminou a odisseia dos vinte e cinco alunos da Escola Professor Francisco M.S. Barreto – Fajã da Ovelha que entre 28 de Maio e 2 de Junho participaram numa visita cultural a Lisboa promovida por aquele estabelecimento de ensino. Esta iniciativa realizou-se no âmbito da participação da escola calhetense no Concurso Rock in Rio Escola Solar, que valeu aos madeirenses um lugar entre as vinte melhores escolas do país, entre cerca de duas centenas de estabelecimentos candidatos. Os privilegiados tiveram oportunidade de visitar diversos pontos da capital de relevante interesse turístico e cultural abarcando as mais diversas áreas disciplinares, desde a História à Matemática.Domingo, Dia Mundial da Criança, aconteceu o ponto alto da visita com a deslocação dos vinte e cinco alunos e cinco professores ao Parque da Bela Vista onde puderam assistir, ao festival Rock in Rio. Já amanhã — o último dia da visita — os fajã-ovelhenses foram recebidos pela Escola EB 23 da Galiza (Cascais) onde realizaram um intercâmbio com alunos e professores daquela unidade de ensino.De referir que a materialização do sonho só se tornou possível graças à colaboração de muitas entidades públicas e privadas locais às quais a Escola Professor Francisco M.S. Barreto quis prestar o seu agradecimento.


Jornal da Madeira

sábado, 7 de junho de 2008

LAURISSILVA “POUPADA” ÀS MUDANÇAS CLIMÁTICAS

Carlos Borrego, professor universitário que se deslocou à Região para participar numa conferência promovida pela Câmara Municipal de Câmara de Lobos, no âmbito da “Semana do Ambiente”, disse, ontem, que a floresta laurissilva da Madeira deverá ser poupada aos efeitos das alterações climáticas, pelo menos nos próximos 20 a 30 anos.Para o antigo ministro de José Manuel Durão Barroso, «neste momento, todos nós temos consciência de que as alterações climáticas estão em curso e que a componente que resulta das actividades humanas é importante neste processo, ou seja, não há apenas alterações climáticas devido a fenómenos naturais, mas nós estamos a influenciar essa mudança».Em seu entender, «estas mudanças têm algumas consequências, como o aumento da temperatura, ou o aumento do nível do mar e, por isso, faz sentido que destinos turísticos como a Madeira, que têm como principal actividade o turismo, sejam vistos numa perspectiva especial porque também vão ser afectados por estas alterações, como o aumento das temperaturas».Neste momento, tal como afirmou, é importante a mitigação e adaptação, ou seja, esclareceu Carlos Borrego, «mitigação significa que nós temos que evitar emitar os gases que contribuem para as alterações climáticas e, adaptação, porque temos, de facto, que nos adaptarmos às novidades que vêm com as alterações climáticas. E, no caso dos destinos turísticos, têm de começar a adaptar-se e a encontrar eventuais novidades que se prevêem e que ocorrerão ao nível das temperaturas». Trava a erosão dos solosReflorestação é importantePara Carlos Borrego, o processo de reflorestação em curso em várias áreas da Região é de extrema importância no combate às alterações climáticas.Na opinião deste especialista, «tudo aquilo que fizermos em termos de ampliar a área florestal é um dos processo de mitigação que nós precisamos. As florestas absorvem o gás mais importante do efeito estufa, que é o dióxido de carbono, e tudo o que estivermos a florestar estamos a melhorar o ambiente porque estamos a retirar o dióxido de carbono». A reflorestação, em seu entender, e só por si, não vai impedir as alterações climáticas, contudo, irá permitir que mesmo que haja um aumento de pluviosidade previsível, seja também uma forma de travar a erosão dos solos, que é outras das consequências, porque as árvores retêm melhor o solo e todo esse processo é importante e faz todo o sentido que se mantenha», concluiu Carlos Borrego.

Marsílio Aguiar in Jornal da Madeira

terça-feira, 27 de maio de 2008

AINDA HÁ QUEM SAIBA USAR A CABEÇA!

Com a devida vénia ao Professor Paulo Cafôfo.