segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

NINHOS JÁ INSTALADOS ESPERAM INQUILINOS

No âmbito do Clube Eco, e visto que uma das principais lacunas diagnosticadas aquando da realização da nossa auditoria ambiental interna era, no concernente ao tema Biodiversidade, a inexistência de infraestruturas de apoio à biodiversidade local, decidimos construir ninhos para pássaros.
Os ninhos foram confecionados utilizando única e exclusivamente restos de madeira e destinam-se fundamentalmente a pássaros da espécie protegida Turdus merula cabrerae (comummente conhecido por melro-preto), habituais visitantes dos jardins da nossa escola a partir do mês de fevereiro.
Esperemos que os nossos visitantes façam bom proveito dos dois ninhos que com o maior carinho e dedicação os nossos alunos construíram especialmente para eles, numa mensagem de boas-vindas desejando-lhes uma época de reprodução repleta de fecundidade.

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

PRODUÇÃO DE SABÃO A PARTIR DE ÓLEOS ALIMENTARES USADOS (O.A.U.)

 Que fazer aos óleos alimentares resultantes das frituras lá de casa? Certamente todos nós – pelo menos aqueles que não conseguem resistir a umas batatas fritas ou a um bom bife, entre outras iguarias cuja confeção requer a utilização de óleos – já se depararam com esta questão. A “solução” mais adotada, infelizmente, não é a melhor já que a maioria das pessoas, das duas, uma: ou descartam estes resíduos  atirando-os pelo ralo da pia das cozinhas ou, outras, depositam-nos nos contentores do lixo comum, sem qualquer acondicionamento especial (fechados em garrafas, por exemplo). O que a generalidade das pessoas desconhece é que, de uma forma ou de outra, mais tarde ou mais cedo, esses óleos acabarão inevitavelmente por ir parar a um mesmo sítio: o mar. O que a generalidade das pessoas desconhece também é que um litro de óleo contamina cerca de um milhão de litros de água, o suficiente para uma pessoa usar durante 14 anos.
Mas... que fazer então?! O procedimento correto é depositar os OAU num oleão como aquele que temos na nossa escola, devidamente acondicionados em garrafas de plástico bem tampadas. Estes resíduos têm por destino a sua reciclagem tendo em vista a obtenção de vários produtos. Uma das alternativas de reciclagem que nós experimentámos na última sessão do Clube Eco foi o reaproveitamento dos óleos alimentares usados (OAU) para fazer sabão. A receita é simples e obtivemos um sabão de ótima qualidade, muito útil para a lavagem de materiais, realização de limpezas ou até mesmo para lavagem das mãos.
A “receita”, acredite, é simples. Vai necessitar então de:
  • 2 litros de OAU;
  • 1 litro de água;
  • ½ kg de hidróxido de sódio (soda cáustica);
  • ¼ kg de sabão em pó;
  • Chaleira elétrica;
  • Colher de pau;
  • Máscara descartável;
  • Luvas;
  • Recipiente de 5 l em plástico.

Primeiro tem de aquecer a água até esta entrar em ebulição. Depois, num recipiente não metálico, adicione cuidadosamente o hidróxido de sódio à agua, mexendo sempre bem a mistura (com uma colher de madeira / pau), tendo o cuidado de evitar a inalação dos vapores emitidos, razão pela qual este procedimento deve ser realizado em espaço exterior. Seguidamente, adicione lentamente o OAU à mistura anterior, mexendo o preparado ininterruptamente durante 20 a 30 minutos até obter uma pasta homogénea. Depois é só depositar em formas e deixar endurecer durante aproximadamente uma semana. Et voilá!

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

MANUTENÇÃO E MONITORIZAÇÃO REGULAR DOS TANQUES DE MINHOCULTURA


A manutenção e monitorização do nosso Centro de Tratamento de Resíduos Orgânicos (C.T.R.O.) – constituído por um compostor e quatro tanques de minhocultura – o "ex-libris" da implementação do programa Eco-Escolas na nossa escola (recorde-se que fomos a primeira escola da Região a aderir a esta prática, entretanto já difundida por diversas outros estabelecimentos de ensino), é uma das atividades particularmente significativas do nosso plano de ação. Revolver regularmente os resíduos ali acondicionados, controlar o seu teor de humidade e exposição solar, verificar as condições de temperatura a que estão sujeitos e recolher o composto produzido são algumas das tarefas que exigem atenção (quase) permanente ao longo do ano letivo.
Quaisquer falhas verificadas ao longo deste processo (ex.: humidade excessiva da “cama” de resíduos, temperatura interna dos tanques muito elevada ou desequilíbrio na proporção comida cozinhada / papel e cartão) poderão não só alterar a qualidade do composto final como, também, originar a libertação de maus odores ou a atração de eventuais pragas.
Mas porquê “tanto trabalho”?, questionar-se-ão os menos esclarecidos. Primeiro, porque uma das premissas da nossa intervenção no âmbito do Eco-Escolas incide na área da prevenção da produção de resíduos, reduzindo a sua produção ao mínimo indispensável ao normal funcionamento da escola. Assim, reduzir a quantidade de resíduos, no caso orgânicos, encaminhados para reciclagem, procedendo nós próprios ao respetivo tratamento e valorização foi o que norteou – há já muito, muito tempo! – a criação do nosso C.T.R.O., obtendo-se de igual modo um excelente fertilizante para os jardins da escola. É que o composto produzido nos nossos tanques de minhocultura não é uma “terra” qualquer! O húmus das minhocas melhora a porosidade e a ventilação do solo, aumentando a capacidade de captação de nutrientes pelas plantas; aumenta a vida biológica no solo com o desenvolvimento de bactérias e fungos fixadores de azoto; permite o controlo da toxicidade do solo, corrigindo excessos de alumínio, ferro e manganês; corrige o pH dos solos, contribuindo para um pH mais favorável ao desenvolvimento das plantas; promove uma drenagem controlada, evitando encharcamentos; contribui para a alteração da estrutura do solo, suavizando efeitos de erosão, compactação, impermeabilização e desertificação; favorece o aumento da resistência das plantas a pragas e doenças; e é um adubo natural fonte abundante de nutrientes para as plantas.
 

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

PROJETO MINI-EMPREENDEDORES – CONSTRÓI O TEU PRÓPRIO BRINQUEDO!

Promovido pela Science4You, o projeto Mini-empreendedores destina-se a alunos dos 1º e 2º ciclos com idade igual ou inferior a treze anos. Esta iniciativa está aberta à participação de alunos de todo o país, constituídos em equipas de três.
A nossa escola procedeu já à respetiva inscrição visto que pretendemos participar mediante a apresentação de pelo menos um ou dois projetos a elaborar por alguns alunos do Clube Eco da nossa escola, os quais constituirão na elaboração de brinquedos de caráter científico e educativo, com recurso à energia solar. Os projetos de brinquedo têm de ser submetidos até 04 de abril, impreterivelmente!
Do conjunto de trabalhos submetidos ao Secretariado da Science4you, serão selecionados os 15 melhores para uma Feira de Ciência Nacional. Nesta feira os alunos farão a apresentação e demonstração de como funcionam os seus projetos de brinquedo, evidenciando as razões de merecerem ser os vencedores. A equipa de cientistas que realizar o melhor projeto receberá computadores tablet e vales de brinquedos Science4you. A escola a que os alunos pertencem também receberá computadores tablet.
O projeto vencedor poderá vir a tornar-se num brinquedo Science4you! Os segundos e terceiros classificados (alunos e entidades) receberão vales de brinquedos Science4you.
Se estás interessado em participar, contacta o teu professor de Ciências!
Mais informações disponíveis aqui.

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

O NOSSO ECO-CÓDIGO!

O Eco-Código – um dos sete passos da conhecida metodologia do programa Eco-Escolas – constitui uma espécie de declaração de objetivos, um conjunto de "mandamentos" que deverão ser traduzidos em ações concretas a adotar por toda a comunidade escolar. Esta "declaração de objetivos" deve abarcar as temáticas da água, resíduos, energia, biodiversidade e alterações climáticas, entre outras como a floresta, transportes, mar ou agricultura biológica.
A existência de um Eco-Código, obrigatório para todas as escolas que participam no programa Eco-Escolas, não obriga porém à elaboração de um póster / cartaz Eco-Código, esse sim de caráter facultativo. No entanto, a maior parte das escolas inscritas no programa optam por esta estratégia de divulgação do seu Eco-Código, já que a associação de imagens permite uma melhor difusão da mensagem subjacente ao Eco-Código.
O nosso póster Eco-Código 2013/2014, elaborado pelos alunos das turmas do 8.º ano no âmbito da disciplina de Ciências Naturais, encontra-se exposto a toda a comunidade escolar, afixado no nosso placar Eco-Escolas.
Pretendemos desta forma, conjuntamente com os dez lemas que constituem o nosso Eco-Código, alertar / sensibilizar para as “feridas” do nosso planeta, transmitindo ao mesmo tempo uma mensagem de esperança de que, todos juntos, podemos contribuir para a solução do problema:
Relembramos então os “dez mandamentos” do nosso Eco-Código:
  • O papelão e o eletrão são inimigos da poluição.
  • Não caias em armadilhas. Recicla pilhas!
  • A regra dos três Rs tens de conhecer para o teu planeta proteger!
  • Poupar água no nosso dia-a-dia é importante e poderá fazer a diferença num futuro não distante!
  • Se a água queres utilizar, do nosso planeta terás de cuidar!
  • Para energia poupar vamos sempre que possível a luz natural usar!
  • Se as luzes apagar, na carteira e no ambiente irei poupar!
  • Da floresta temos de cuidar, como da casa onde habitamos, porque as plantas é que nos fornecem o ar que respiramos!
  • Se o teu bem-estar queres assegurar, o ambiente terás de preservar!
  • A emissão de GEE devemos parar, para o efeito de estufa não agravar!

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

CLASSIFICAÇÃO "SUPER-ECO-RECOLETOR " (ATUALIZADA A 18 DE DEZEMBRO)

O Concurso Super-Eco-Recoletor soma e segue.
Em apenas um período letivo conseguimos arrecadar mais de mil pilhas, pouco mais de cem tinteiros, trinta e cinco baterias de telemóvel e duzentas e cinquenta radiografias.
A tabela classificativa de Eco-recoletores está então ordenada da seguinte forma:
 
1.   André Duarte (6.º A) – 1590 pontos.  
2.   Cláudia Lourenço (6.º A) – 988 pontos.      
3.   Henrique Nóbrega (6.º A) – 429 pontos.
4.   Ricardo Martins (6.º B) – 424 pontos.
5.   Bruno Macedo (6.º A) – 278 pontos.
6.   Diogo Lourenço (6.º A) – 245 pontos.
7.   Micaela Setim (6.º A) – 69 pontos.
8.   Samanta Ferreira (7.º A) – 28 pontos.  
 
Se ainda não contribuíste para esta iniciativa vais ainda muito a tempo de o fazer já que, este ano, a grande novidade é a atribuição de prémios, para além dos três primeiros classificados, a todos os participantes!
A classificação é atualizada quinzenalmente, sendo a sua divulgação realizada através do nosso painel Eco-Escolas e deste blogue.


segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

JÁ CHEIRA A NATAL!

O primeiro período está quase a terminar e já "cheira a Natal" na nossa escola! Por cada recanto os enfeites e decorações da época natalícia já se fazem sentir, aguçando nos alunos, professores e pessoal não docente o apetite pelo tão ansiado repouso.
Este ano, muito em parte devido ao trabalho desenvolvido pelos docentes de Educação Visual e de Educação Tecnológica, principais responsáveis pela dinamização da elaboração das decorações natalícias junto das suas turmas, podemos categoricamente afirmar, pese as dificuldades materiais que se fazem sentir um pouco por todo o lado – ou talvez principalmente por isso –, que temos provavelmente das melhores decorações alguma vez vistas neste estabelecimento de ensino! Árvores da Natal, lapinhas, presépios e enfeites natalícios, tudo confecionado com muita imaginação e engenho, tendo por base a reciclagem e reutilização de materiais.
A todos, aproveitamos a oportunidade para lhes desejar um santo e feliz Eco-Natal!