quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

PORTA-A-PORTA PELA SEPARAÇÃO DIFERENCIADA DE RESÍDUOS

Na perspetiva de aproximação da escola à comunidade, alguns alunos e docentes da nossa escola iniciaram esta quarta-feira uma ação de sensibilização porta-a-porta junto da comunidade local sobre o tema Separação diferenciada de resíduos. O objetivo fundamental desta iniciativa é sensibilizar a população local para a necessidade de redução da quantidade de lixo que todos nós produzimos no nosso dia-a-dia e, na impossibilidade de o fazermos tanto quanto seria desejável, da importância de separar corretamente esses resíduos por categoria.
Nesse sentido, os alunos do Clube Eco elaboraram diversos desdobráveis contendo a informação que consideram fundamental e com a qual esperam elucidar os populares acerca dos comportamentos corretos a adotar relativamente ao processamento de resíduos. Nestas ações de porta-a-porta, que terão continuidade até ao final do presente ano letivo e seguintes, os discentes procuram não só motivar os populares para o tema da separação diferenciada de resíduos, transmitindo-lhes informação adequada, como também receber um feedback da parte dos mesmos sobre, nomeadamente, principais dificuldades sentidas, índices de motivação para a adoção desta prática ou sugestões que, depois de devidamente compiladas, serão encaminhadas para quem de  direito: a Câmara Municipal da Calheta.
Aproveitando estes momentos de interação, alunos e professores intervenientes estão a divulgar as diversas campanhas de recolha de resíduos promovidas pela escola, nomeadamente de pilhas, de tinteiros e toners, de tampinhas, de rolhas de cortiça, de óleo ou de resíduos de equipamentos elétricos e eletrónicos (REEE).

       

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

“FLORESTA E BOAS PRÁTICAS”, TEMA DE AÇÃO DE SENSIBILIZAÇÃO

Realizou-se hoje na sala de sessões da nossa escola uma ação de sensibilização para os cuidados a ter com e na floresta, ministrada pela Dr.ª Paula Marília, técnica superior da Direção Regional de Florestas e Conservação da Natureza. ”Floresta e boas práticas” foi o tema desta ação, através da qual se pretendeu alertar e sensibilizar alunos e demais elementos da comunidade escolar para a importância do convívio salutar com a Natureza, mormente em contexto florestal, alertando para a responsabilidade individual que a cada um de nós incumbe na preservação deste património que é de todos e de importância fulcral para uma Região como a Madeira, quer em termos climáticos, económicos e até sociais.Assim, a preletora realçou alguns dos aspetos e particularidades, quer em termos florísticos quer em termos faunísticos, que fazem da nossa floresta (Floresta Laurissilva) património mundial da humanidade, sempre na perspetiva de que quanto mais e melhor a  conhecermos mais capacitados estaremos para agir no sentido da sua preservação.

sábado, 15 de fevereiro de 2014

“VELA POR ÓLEO” – UMA SOLUÇÃO DE AUTOSSUSTENTABILIDADE NA RECICLAGEM DE O.A.U.

O Projeto Vela por Óleo é um dos vários de participação facultativa disponibilizados pela ABAE às Eco-Escolas de todo o país. Ao aderir a este projeto, cada estabelecimento de ensino constitui-se, mediante a sua implementação, num ponto oficial de recolha de óleos alimentares usados (OAU). Os OAU, devidamente acondicionados em garrafas de plástico bem tampadas, devem ser depositados num oleão como aquele que temos na nossa escola (átrio principal do 1.º piso).
Parte do produto da recolha dos OAU pode ser reciclada pela própria escola através da produção de biodiesel, sabão ou da produção de velas aromáticas e ecológicas. Estas velas são muito especiais porque, ao contrário das velas comuns – que são feitas de parafina –, as velas ecológicas “Vela por Óleo” são constituídas de óleo 100% vegetal, apresentando emissões neutras de carbono. Deste modo, a respetiva queima não liberta quaisquer toxinas para o meio-ambiente, sendo por isso seguras para a saúde pública e para o ambiente.
O produto resultante da venda destas velas reverterá para a aquisição de material necessário às diversas atividades a desenvolver no âmbito do programa Eco-Escolas ao longo do ano letivo, constituindo mais uma via para a autossustentabilidade na implementação deste programa de educação ambiental.  

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

NINHOS JÁ INSTALADOS ESPERAM INQUILINOS

No âmbito do Clube Eco, e visto que uma das principais lacunas diagnosticadas aquando da realização da nossa auditoria ambiental interna era, no concernente ao tema Biodiversidade, a inexistência de infraestruturas de apoio à biodiversidade local, decidimos construir ninhos para pássaros.
Os ninhos foram confecionados utilizando única e exclusivamente restos de madeira e destinam-se fundamentalmente a pássaros da espécie protegida Turdus merula cabrerae (comummente conhecido por melro-preto), habituais visitantes dos jardins da nossa escola a partir do mês de fevereiro.
Esperemos que os nossos visitantes façam bom proveito dos dois ninhos que com o maior carinho e dedicação os nossos alunos construíram especialmente para eles, numa mensagem de boas-vindas desejando-lhes uma época de reprodução repleta de fecundidade.

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

PRODUÇÃO DE SABÃO A PARTIR DE ÓLEOS ALIMENTARES USADOS (O.A.U.)

 Que fazer aos óleos alimentares resultantes das frituras lá de casa? Certamente todos nós – pelo menos aqueles que não conseguem resistir a umas batatas fritas ou a um bom bife, entre outras iguarias cuja confeção requer a utilização de óleos – já se depararam com esta questão. A “solução” mais adotada, infelizmente, não é a melhor já que a maioria das pessoas, das duas, uma: ou descartam estes resíduos  atirando-os pelo ralo da pia das cozinhas ou, outras, depositam-nos nos contentores do lixo comum, sem qualquer acondicionamento especial (fechados em garrafas, por exemplo). O que a generalidade das pessoas desconhece é que, de uma forma ou de outra, mais tarde ou mais cedo, esses óleos acabarão inevitavelmente por ir parar a um mesmo sítio: o mar. O que a generalidade das pessoas desconhece também é que um litro de óleo contamina cerca de um milhão de litros de água, o suficiente para uma pessoa usar durante 14 anos.
Mas... que fazer então?! O procedimento correto é depositar os OAU num oleão como aquele que temos na nossa escola, devidamente acondicionados em garrafas de plástico bem tampadas. Estes resíduos têm por destino a sua reciclagem tendo em vista a obtenção de vários produtos. Uma das alternativas de reciclagem que nós experimentámos na última sessão do Clube Eco foi o reaproveitamento dos óleos alimentares usados (OAU) para fazer sabão. A receita é simples e obtivemos um sabão de ótima qualidade, muito útil para a lavagem de materiais, realização de limpezas ou até mesmo para lavagem das mãos.
A “receita”, acredite, é simples. Vai necessitar então de:
  • 2 litros de OAU;
  • 1 litro de água;
  • ½ kg de hidróxido de sódio (soda cáustica);
  • ¼ kg de sabão em pó;
  • Chaleira elétrica;
  • Colher de pau;
  • Máscara descartável;
  • Luvas;
  • Recipiente de 5 l em plástico.

Primeiro tem de aquecer a água até esta entrar em ebulição. Depois, num recipiente não metálico, adicione cuidadosamente o hidróxido de sódio à agua, mexendo sempre bem a mistura (com uma colher de madeira / pau), tendo o cuidado de evitar a inalação dos vapores emitidos, razão pela qual este procedimento deve ser realizado em espaço exterior. Seguidamente, adicione lentamente o OAU à mistura anterior, mexendo o preparado ininterruptamente durante 20 a 30 minutos até obter uma pasta homogénea. Depois é só depositar em formas e deixar endurecer durante aproximadamente uma semana. Et voilá!

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

MANUTENÇÃO E MONITORIZAÇÃO REGULAR DOS TANQUES DE MINHOCULTURA


A manutenção e monitorização do nosso Centro de Tratamento de Resíduos Orgânicos (C.T.R.O.) – constituído por um compostor e quatro tanques de minhocultura – o "ex-libris" da implementação do programa Eco-Escolas na nossa escola (recorde-se que fomos a primeira escola da Região a aderir a esta prática, entretanto já difundida por diversas outros estabelecimentos de ensino), é uma das atividades particularmente significativas do nosso plano de ação. Revolver regularmente os resíduos ali acondicionados, controlar o seu teor de humidade e exposição solar, verificar as condições de temperatura a que estão sujeitos e recolher o composto produzido são algumas das tarefas que exigem atenção (quase) permanente ao longo do ano letivo.
Quaisquer falhas verificadas ao longo deste processo (ex.: humidade excessiva da “cama” de resíduos, temperatura interna dos tanques muito elevada ou desequilíbrio na proporção comida cozinhada / papel e cartão) poderão não só alterar a qualidade do composto final como, também, originar a libertação de maus odores ou a atração de eventuais pragas.
Mas porquê “tanto trabalho”?, questionar-se-ão os menos esclarecidos. Primeiro, porque uma das premissas da nossa intervenção no âmbito do Eco-Escolas incide na área da prevenção da produção de resíduos, reduzindo a sua produção ao mínimo indispensável ao normal funcionamento da escola. Assim, reduzir a quantidade de resíduos, no caso orgânicos, encaminhados para reciclagem, procedendo nós próprios ao respetivo tratamento e valorização foi o que norteou – há já muito, muito tempo! – a criação do nosso C.T.R.O., obtendo-se de igual modo um excelente fertilizante para os jardins da escola. É que o composto produzido nos nossos tanques de minhocultura não é uma “terra” qualquer! O húmus das minhocas melhora a porosidade e a ventilação do solo, aumentando a capacidade de captação de nutrientes pelas plantas; aumenta a vida biológica no solo com o desenvolvimento de bactérias e fungos fixadores de azoto; permite o controlo da toxicidade do solo, corrigindo excessos de alumínio, ferro e manganês; corrige o pH dos solos, contribuindo para um pH mais favorável ao desenvolvimento das plantas; promove uma drenagem controlada, evitando encharcamentos; contribui para a alteração da estrutura do solo, suavizando efeitos de erosão, compactação, impermeabilização e desertificação; favorece o aumento da resistência das plantas a pragas e doenças; e é um adubo natural fonte abundante de nutrientes para as plantas.
 

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

PROJETO MINI-EMPREENDEDORES – CONSTRÓI O TEU PRÓPRIO BRINQUEDO!

Promovido pela Science4You, o projeto Mini-empreendedores destina-se a alunos dos 1º e 2º ciclos com idade igual ou inferior a treze anos. Esta iniciativa está aberta à participação de alunos de todo o país, constituídos em equipas de três.
A nossa escola procedeu já à respetiva inscrição visto que pretendemos participar mediante a apresentação de pelo menos um ou dois projetos a elaborar por alguns alunos do Clube Eco da nossa escola, os quais constituirão na elaboração de brinquedos de caráter científico e educativo, com recurso à energia solar. Os projetos de brinquedo têm de ser submetidos até 04 de abril, impreterivelmente!
Do conjunto de trabalhos submetidos ao Secretariado da Science4you, serão selecionados os 15 melhores para uma Feira de Ciência Nacional. Nesta feira os alunos farão a apresentação e demonstração de como funcionam os seus projetos de brinquedo, evidenciando as razões de merecerem ser os vencedores. A equipa de cientistas que realizar o melhor projeto receberá computadores tablet e vales de brinquedos Science4you. A escola a que os alunos pertencem também receberá computadores tablet.
O projeto vencedor poderá vir a tornar-se num brinquedo Science4you! Os segundos e terceiros classificados (alunos e entidades) receberão vales de brinquedos Science4you.
Se estás interessado em participar, contacta o teu professor de Ciências!
Mais informações disponíveis aqui.