quinta-feira, 15 de abril de 2010

As tartarugas marinhas e o lixo no mar


No passado dia 9 de Março, o Clube Eco levou a cabo mais uma das suas actividades: Sensibilizar os nossos alunos para a conservação das tartarugas marinhas e alertar para as consequências da poluição aquática. Durante o horário do Clube, os alunos fizeram uma pesquisa na internet sobre o tema e preparam alguns trabalhos para expor no nosso eco-painel.

PORQUÊ AS TARTARUGAS MARINHAS?
Ocorrem cinco espécies de tartarugas marinhas em águas portuguesas. Mais raras em Portugal Continental, onde somente no Algarve se tem a hipótese de as ver regularmente, elas são abundantes nas nossas ilhas, nomeadamente na Madeira e nos Açores. No entanto, não existem registos de reprodução de tartarugas marinhas em Portugal nem em outros países europeus atlânticos. De onde vêm então estes animais?
As tartarugas-bobas nascem nas Caraíbas e costas dos Estado Unidos de onde se dirigem rapidamente para o alto mar, o chamado domínio pelágico, onde vivem associadas a algas flutuantes e outros objectos. A corrente prevalecente nessa área é a do Golfo que as leva em direcção aos Açores, não tendo de superar correntes contrárias. Da Corrente do Golfo seguem para a Corrente das Canárias. Passando pela Madeira, tocando talvez as águas das Canárias, são impelidas pela agora denominada Corrente Equatorial do Norte que as transporta passivamente para as águas maternas. Provavelmente fazem esta viagem mais do que uma vez, já que levam 15 a 30 anos a atingir a maturidade sexual. Findo esse período juvenil ficam na área onde nasceram, alimentando-se perto das costas americanas e reproduzindo-se cada dois a três anos. As tartarugas-bobas de todo o Atlântico Norte poderiam pois ser consideradas uma grande população, com uma área de crescimento conjunto que é o mar aberto, só interrompido pelas ilhas Atlânticas portuguesas e tangido pelas Bermudas e Canárias. As nossas ilhas são o infantário destes animais.
A tartaruga mais comum nas águas portuguesas é a tartaruga-boba ou -comum, Caretta caretta. No entanto é possível aparecerem outras espécies, o registo das quais se revistiria da maior importância.
As tartarugas marinhas são animais de sol, embora aquáticos. Gostam do mar calmo e liso sob as radiações fortes do astro-rei. Nestas condições, durante o fim da manhã e o princípio da tarde vêm à superfície para encher de ar os pulmões. Enchem-nos tanto que a carapaça fica completamente fora de água como um pedregulho na superfície espelhada, descansando adormecidas e esquecidas do tempo.
As tartarugas em geral e as marinhas em especial formam um grupo antigo. Apareceram milhões de anos antes dos primeiros seres humanos pisarem a terra. Hoje, a nível mundial existem oito espécies. Nas águas portuguesas ocorrem cinco. A tartaruga-boba, Caretta caretta, é de longe a mais comum. Seguem-se outras bem mais raras: a tartaruga-de-couro, Dermochelys coriacea, o gigante entre as tartarugas e a maior espécie existente, a tartaruga-de-Kemp, Lepidochelys kempii, que nidifica quase só numa praia do mundo e cuja população baixou para uns 300 casais apenas, sendo, por isso, a espécie de tartaruga marinha mais ameaçada de extinção no mundo; a tartaruga-verde, Chelonia mydas, a vegetariana entre as tartarugas, e finalmente a tartaruga-de-escamas, Eretmochelys imbricata, muito procurada pela sua carapaça e carne e com invulgares hábitos alimentares, dado que se alimenta de esponjas marinhas.

AS NOSSAS ILHAS SÃO O INFANTÁRIO DAS TARTARUGAS-BOBAS

É NECESSÁRIO PROTEGER
Todas as 8 espécies de tartarugas marinhas existentes no mundo encontram-se protegidas legalmente pelos convénios de Bona e Berna e do tratado da CITES. A captura destes animais é proibida, tal como a sua manutenção em cativeiro e a comercialização dos próprios animais ou parte deles.

Porquê pois esta protecção tão rígida?
As tartarugas marinhas foram e são utilizadas pelo homem como fonte alimentar, ornamentação e couro. É fácil capturar uma tartaruga quando esta vem à praia pôr os ovos. E mais de 100 ovos também alimentam uma família pobre durante muito tempo. No entanto, o resultado desta exploração é a extinção quase total das gerações seguintes.
No entanto, nas proximidades insulares são muitos os perigos para as tartarugas jovens. O tráfego marítimo e a pesca são mais intensos e a poluição marinha é omnipresente. As tartarugas emaranham-se nas redes de emalhar, caiem nos anzóis e nos palangres e são capturadas nas redes de cerco. Tartaruga que não venha à superfície, morre por afogamento como nós. O número destas capturas acidentais é desconhecido.

LIXO NO MAR
O lixo no mar é outro problema grave. São inúmeros os sacos e garrafas de plástico, restos de redes, fitas de empacotamento, balões, baldes e, mesmo, frigoríficos que encontramos a flutuar nas nossas águas. Pelo muito que se sabe, as tartarugas-bobas alimentam-se essencialmente de alforrecas e outros organismos gelatinosos, confundindo os sacos de plástico com os mesmos. Basta um saco de plástico ingerido para obstruir o estômago do animal e condená-lo a uma morte lenta e dolorosa. O enredamento acidental neste lixo é causa de morte certa. Outras causas de morte não natural são as dragagens e colisões com barcos. A tudo isto sobrepõem-se as causas naturais de morte como a predação por parte de tubarões e espadartes, além de doenças.
Uma estratégia para conservar estes animais será a educação ambiental, especialmente nas povoações costeiras, para que a quantidade de lixo no nosso mar possa ser evitado. Somos nós a origem da grande parte desse lixo, como o indicam as campanhas de limpeza das praias.

Texto adaptado (SBMO, UMa)

terça-feira, 9 de março de 2010

Concurso de Fotografia “O Melhor Resíduo é o Resíduo Não Produzido”

A Escola Básica do 1º, 2º e 3º Ciclos/PE Professor Francisco Manuel Santana Barreto participou, através do Clube ECO, num concurso intitulado “O Melhor Resíduo é o Resíduo Não Produzido” promovido pelo ECO-ESCOLAS, no âmbito da Semana Europeia da Prevenção de Resíduos, que decorreu de vinte e um a vinte e nove de Novembro.


A nossa Escola concorreu com uma fotografia alusiva à prevenção da produção de resíduos através do Centro de Tratamentos de Resíduos Orgânicos (CTRO). Neste local, as funcionárias da Escola despejam os resíduos orgânicos da cantina e papel, e através da acção de minhocas, apropriadas para o efeito, é acelerado o processo de decomposição dos resíduos, transformando-os em matéria orgânica. Esta matéria orgânica produzida é depois utilizada nos jardins da Escola e no canteiro do Clube da Alimentação em Acção.

A Escola foi premiada com um diploma e com uma pendrive.


 

terça-feira, 2 de março de 2010

Concurso de videoclips "Esmiuçar Copenhaga"

Uma verdade inconveniente!

No passado dia 9 de Fevereiro, os alunos do Clube Eco tiveram oportunidade de assistir a um documentário acerca das alterações climáticas "Uma verdade inconveniente".

Trata-se de um documentário do ex-vice-presidente dos Estados Unidos da América, Al Gore, que há já alguns anos nos vem alertado para diversas temáticas ecológicas que afectam a nossa qualidade de vida e o equilíbrio dos ecossistemas. É um documentário um tanto ao quanto político, mas que passa muito claramente a mensagem que pretende e alerta-nos para factos alarmantes.

Recomenda-se, particularmente na presença de um Inverno tão rigoroso, como o que estamos a presenciar na nossa ilha.

Escola Electrão - os resultados



Terminado o período de participação na vertente dinâmica do projecto Escola Electrão do Grupo A, de que faz parte a nossa escola, temos já o resultado da quantidade de REEE reunidos:

 E.B. 1,2,3/PE Professor Francisco M. S. Barreto - 860 kg de REEE

É realmente um valor que fica muito aquém do recolhido no ano transacto e que não nos ajuda a ganhar este concurso.


De qualquer forma, desde já, o Clube Eco agradece o esforço e parabéns pelo resultado alcançado.


Pelo ambiente, não podemos ficar estáticos!


sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Eco-passeio: “Enveredar pelo Ambiente”

No passado dia 19 de Janeiro, realizou-se na nossa escola uma actividade intitulada "Enveredar pelo Ambiente" que foi dinamizada pelas professoras responsáveis do Clube ECO, Joana Menezes e Sara Ferreira.

Esta iniciativa consistiu na realização de um percurso relativamente curto por uma Vereda existente nos arredores da Escola, com o objectivo de incutir as boas práticas ambientais, nomeadamente a de sensibilizar os alunos para a grande problemática do abandono do lixo - poluição - e suas consequências para o ambiente.

A poluição é a alteração indesejável nas características físicas, químicas ou biológicas do ar, da água e do solo, com consequências negativas para os ecossistemas e para a saúde pública.

Os alunos partiram da Escola com sacos de lixo e luvas, a fim de poderem recolher o lixo existente na Vereda. No percurso realizado, os alunos recolheram os resíduos existentes no local, e transportaram-nos até à Escola, para posteriormente serem devidamente colocados nos contentores. A actividade promoveu o espírito de equipa e sensibilizou os alunos para a temática da poluição.

Seguem-se algumas fotos desse dia.


quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Concurso ESCOLA ELECTRÃO



Já arrancou a 2ª edição do projecto Escola Electrão.
Esta iniciativa, da responsabilidade da Amb3E - Associação Portuguesa de Gestão de Resíduos de Equipamentos Eléctricos e Electrónicos, com o apoio do Ministério da Educação e da Agência Portuguesa do Ambiente - é dirigida às escolas do ensino básico (2º e 3º ciclos) e do ensino secundário, e tem como objectivo sensibilizar professores, alunos e comunidade escolar em geral para a temática dos Resíduos de Equipamentos Eléctricos e Electrónicos (REEE).

A Escola EB 123/PE Professor Francisco M.S. Barreto, através do Clube Eco, aderiu novamente a esta iniciativa, apesar da edição anterior ter ficado aquém do esperado. Contudo, consideramos que é uma excelente maneira de alertar para as questões ambientais ligadas aos REEE, de ajudar o nosso planeta e de, quem sabe, dar à nossa escola a hipótese de ganhar óptimos prémios!

Assim sendo, estamos a levar a efeito uma campanha de recolha de Equipamentos Eléctricos e Electrónicos (EEE), aberta a todos os alunos, professores, funcionários, assim como a toda a comunidade local e demais conhecidos.

AJUDEM-NOS A GANHAR!

Para não suscitar dúvidas, relembramos que entende-se por EEE equipamentos cujo funcionamento depende de correntes eléctricas ou campos electromagnéticos, ou seja, electrodomésticos, equipamentos de tecnologias da informação e de telecomunicações (computadores, pen drives, telefones, etc.), equipamentos de iluminação (candeeiros, gambiarras, etc.), ferramentas eléctricas e electrónicas, brinquedos com componentes eléctricas, sistemas de equipamentos, instrumentos de monitorização e controlo (balanças, medidores de tensão arterial, etc.), lâmpadas fluorescentes e de descarga, etc.

O período de recolha começa já no dia 11 de Janeiro e prolonga-se até dia 29 do mesmo mês.


PARTICIPEM!!!

Se tiverem dificuldade no transporte, contactem as Professoras Joana Menezes ou Sara Ferreira, ou ainda a Direcção da escola.