sexta-feira, 5 de setembro de 2008

VOTE NAS NOVAS SETE MARAVILHAS


A primeira edição da campanha "Sete Novas Maravilhas do Mundo" foi um sucesso retumbante, para o qual contribuíram democraticamente mais de 100 milhões de votantes a nível global. Agora, a segunda campanha organizada pela entidade sem fins lucrativos New7Wonders Foundation para escolher as Sete Novas Maravilhas da Natureza apresenta um início promissor: cerca de 200 candidaturas foram apresentadas por cerca de meio milhão de pessoas nos primeiros meses da campanha. As nomeações podem ser enviadas para a campanha "Sete Novas Maravilhas da Natureza" até 31 de Dezembro de 2008. Para participar, verifique no mapa-mundo se a sua maravilha natural favorita foi sugerida. Deverá então depois entrar em contacto com as autoridades locais para garantir que estas constituem um Comité de Apoio Oficial à maravilha candidata.
A votação para os nomeados prosseguirá até 31 de Dezembro deste ano, ao que se seguirá a elaboração, por parte de um painel de peritos sob a liderança do Professor Federico Mayor, ex-director-geral da UNESCO, de uma lista de vinte e um candidatos a nível mundial de entre os mais votados da lista de nomeados. Os vinte e um finalistas serão depois apresentados ao voto popular, a partir dos quais serão eleitas as Sete Novas Maravilhas da Natureza.
E porque as “nossas” Selvagens são já uma das maravilhas que constam entre os nomeados…toca a votar! Vote aqui.

terça-feira, 2 de setembro de 2008

ECO-ESCOLA OUTRA VEZ!

Pela segunda vez consecutiva a nossa escola foi distinguida com a bandeira verde, galardão atribuído pela ABAE que premeia os estabelecimentos de ensino que no decurso do ano lectivo desenvolveram projectos de qualidade no âmbito da educação ambiental.
Ao sucesso alcançado é indissociável o grande envolvimento da comunidade escolar no projecto Eco-Escolas, desde alunos, funcionários, professores e órgãos de gestão de um estabelecimento de ensino que tem na educação ambiental um dos pontos fortes do seu projecto educativo. Câmara Municipal da Calheta e Junta de Freguesia da Fajã da Ovelha foram outros parceiros “de peso” na materialização do projecto.
A concretização de cerca de oitenta acções/actividades culminou com a atribuição do desejado galardão. Dessas, uma houve que, sem desprimor para as restantes, julgamos merecedora de especial destaque: a participação da nossa escola no Concurso Rock in Rio Escola Solar, concurso de âmbito nacional direccionado às escolas do ensino básico e secundário de todo o país. A “Construção e instalação de aquecedores solares utilizando embalagens descartáveis”, projecto com que a escola se apresentou a concurso, sagrou-se um dos vinte vencedores de entre cento e noventa e sete candidatos.
Outra acção/iniciativa merecedora de destaque foi a política de “tolerância zero” decretada aos gastos de papel. O recurso às plataformas Moodle, Gato e diversos blogues para divulgação de informação, a opção por arquivos digitais de documentação por parte dos diversos departamentos e grupos disciplinares, a utilização de fichas de trabalho em suporte digital ou de ficheiros autocorrectivos são acções reveladoras da crescente sensibilidade da comunidade educativa para esta problemática.
Independentemente dos progressos evidenciados entendemos porém que o projecto Eco-Escolas é e será sempre um projecto inacabado. Sendo um programa que se reveste de carácter eminentemente formativo, o seu desenvolvimento é gradual e continuado, numa perspectiva de contributo para a formação contínua e integral dos alunos e demais participantes no programa. Daí que, estamos cientes, este ano incumbe-nos fazer mais e melhor.
A todos os que de alguma forma contribuíram para a obtenção do nosso segundo galardão o nosso sincero obrigado.

BIODIVERSIDADE, UM ASSUNTO GLOBAL

Ainda que todas as questões ambientais estejam sinergeticamente interligadas, o tema biodiversidade é não raras vezes relegado para plano inferior quando se abordam as temáticas ambientais – o assunto “da moda” é mesmo alterações climáticas. Por reconhecermos o importante papel da biodiversidade na preservação do nosso planeta e, particularmente, da nossa espécie, decidimos dedicar este ano, no nosso plano Eco-Escolas, particular atenção ao tema da biodiversidade e sua conservação, quer animal quer vegetal.
Antes de mais é importante ter-se uma ideia do que é a biodiversidade, termo que começou a ser utilizado nos anos 80. Muitas definições existem para este conceito. Sensu lato, a biodiversidade ou diversidade da vida consiste na variação da vida a todos os níveis de organização biológica, desde genes, indivíduos, subespécies, espécies, comunidades biológicas e ecossistemas.
Muitos perguntar-se-ão: mas porque é importante a biodiversidade? Que mal vem ao mundo se desaparecer esta ou aquela espécie, muitas das quais até nos são (aparentemente) prejudiciais? A resposta é simples: porque cada espécie, cada organismo faz parte de um todo e é graças a esse todo – a biodiversidade – que a nossa espécie consegue sobreviver neste planeta há já quase 2 milhões de anos.
Desde os seus primórdios o Homem aprendeu a explorar os recursos biológicos tendo em vista a sua subsistência, designadamente na obtenção de alimento, abrigo e calor, materiais industriais, medicamentos, etc. Hoje, como resultado da economia global, 90% da alimentação da população mundial procede de apenas 15 espécies. Destas, o trigo, o milho e o arroz fornecem cerca de 2/3 do total. Imaginemos então o que seria da população mundial se uma qualquer doença dizimasse a uma escala global a produção destes cereais.
Mas a importância da biodiversidade não se cinge aos recursos biológicos por si só. Não menos importante é o papel da biodiversidade nos chamados serviços ecológicos, assegurando o controlo da erosão e retenção de sedimentos, formação de solos, assimilação de resíduos, regulação do clima, polinização, fonte de água e sua regulação, etc.
Porém, a biodiversidade atravessa hoje uma crise global, traduzida por indicadores claros:
  • Mais de 75% das espécies de mamíferos desapareceram nos últimos duzentos anos;
  • Cerca de 25% das espécies actuais encontram-se ameaçadas de extinção;
  • A taxa de extinção actual é muito superior à taxa de extinção histórica (100-1000 espécies / ano contra 0.1 espécies /ano).

Perante este cenário surge uma questão inevitável: estaremos a atravessar outra extinção em massa?


PS: Tema a desenvolver na palestra Biodiversidade e Conservação prevista para este ano lectivo.

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

A MISTERIOSA DOENÇA DAS ABELHAS

Extinção pode acorrer já em 20035. As abelhas largam a colmeia e deixam a rainha e as larvas à fome. Pouco mais se sabe sobre a CCD.

Na província de Sechuan, Sul da China, as abelhas desapareceram nos anos 80, devido ao uso descontrolado de pesticidas. Para sobreviver, os agricultores têm de polinizar manualmente as pereiras. Os três milhões de flores polinizadas diariamente por uma colmeia transformaram-se num trabalho lento e árduo, de mão-de-obra intensiva.O que aconteceu na China pode ser o prenúncio do que irá suceder no resto do mundo. O problema é que não existem seres humanos suficientes para fazer o trabalho das abelhas e, assim, evitar o desaparecimento de grande parte da nossa cadeia alimentar. As abelhas estão a morrer e, desde 2006, a um ritmo muito mais elevado devido a uma doença chamada colony colapse disorder (CCD). Nos Estados Unidos, um terço das colmeias foram destruídas – 800 mil em 2007 e um milhão em 2008. Europa, Ásia, América Central e do Sul registam perdas idênticas.O assunto inspirou dois livros editados em Junho, na Inglaterra e Estados Unidos: A World Without Bees (Um Mundo Sem Abelhas), de Alison Benjamin e Brian McCallum, e Spring Without Bees: How Colony Colapse Disorder Has Endangered Our Food Supply (Primavera Sem Abelhas: Como a CCD Colocou em Risco o Abastecimento de Comida), de Michael Shacker.Desde que a CCD foi descoberta na Florida pelo apicultor David Hackenberg, pouco se concluiu sobre o que causa a doença; apenas que as abelhas saem da colmeia e não regressam, deixando a rainha, os ovos e as larvas à fome.Vírus mutantes, infecções por fungos produtores de toxinas, pesticidas, stresse nutricional, stress migratório (longas horas de transporte a que estão sujeitas as abelhas usadas comercialmente para colonizar culturas), tudo isto pode fragilizar o seu sistema imunitário, deixando-as mais vulneráveis às doenças – a CCD seria o equivalente da SIDA nas abelhas.Mesmo sem esta nova praga, o ritmo de declínio das populações apícolas já era preocupante. “Se o número de abelhas continuar a diminuir aos níveis documentados de 1989 a 1996, as abelhas deixarão de existir em 2035”, dizia May Berenbaum, investigadora da universidade de Illinois, citada pelo livro A World Without Bees, muito antes da praga ter sido descoberta.Alguns cientistas procuram resolver o problema através da manipulação genética. Mas será que uma superabelha resistente aos vírus, que combine a agressividade da abelha africana com a docilidade da abelha ocidental, capaz de resistir à doença sem deixar de ser domesticável, conseguirá evitar o desaparecimento das abelhas e, consequentemente, do ser humano?


quarta-feira, 13 de agosto de 2008

O FIM DO MUNDO SEGUNDO EINSTEIN

"Se as abelhas desaparecerem da superfície da Terra, então o Homem só terá quatro anos de vida".


Ano 1: Desaparece o mel, depois a fruta (com excepção das bananas e dos ananases) e a maior parte dos vegetais.

Ano 2: Sem flores polinizadas, há menos sementes, folhas, flores e frutos para pássaros e pequenos mamíferos.

Ano 3: Omnívoros e carnívoros não têm alimento e morrem.

Ano 4: Desaparece o que resta da humanidade depois das crises alimentares.

In Revista Sábado

PS: Contamos abordar este e outros assuntos subordinados ao tema Biodiversidade e Conservação em palestra prevista para o próximo ano lectivo.

ENERGIZER ENTRE OS PREMIADOS PORTUGUESES!

Foram ontem divulgados pela European Schoolnet os resultados dos concursos promovidos no âmbito da iniciativa Energy is our Future, que teve lugar no ano lectivo transacto. Esta iniciativa de envolvimento das escolas Europeias nas questões ecológicas permite, simultaneamente, a consciencialização de alunos e professores para problemas prementes na nossa sociedade, bem como um sentimento de pertença à comunidade alargada da União Europeia, e ainda um empreendedorismo e competitividade saudáveis. A European Schoolnet, em associação com a Plastics Europe, por decisão de um júri composto por peritos Europeus, decidiu premiar 17 equipas de alunos de 10 países concorrentes (Alemanha, França, Eslovénia, Hungria, Itália, Lituânia, Polónia, Portugal, Reino Unido e Roménia), entre os quais se encontram três escolas portuguesas, uma em cada nível proposto, conforme abaixo se discrimina. Ver mais em

http://www.futurenergia.org/ww/en/pub/futurenergia2007/news/winners2008.htm

Parabéns aos premiados Portugueses!

1. Perfil do Herói FuturEnergia Energizer, de Alberto Silva, Rafaela Sá e Sandra Barreto, Escola Básica dos 1.º, 2.º e 3.º Ciclos/PE Professor Francisco M.S. Barreto, Calheta, Portugal