quinta-feira, 3 de julho de 2014

ÁGUA E ENERGIA COM RESULTADOS BASTANTE SATISFATÓRIOS

 A implementação do programa Eco-Escolas, tal como a de qualquer outro programa de intervenção na comunidade escolar, obriga à definição, no início do ano letivo, de metas e de indicadores que demonstrem o seu grau de consecução bem como a eficácia das medidas implementadas.
Uma das metas preestabelecidas no plano de ação elaborado para este ano letivo foi a redução em pelo menos 5% dos consumos de água e eletricidade, comparativamente ao ano letivo anterior. Uma meta que sabíamos ser de difícil alcance mas que, por desde logo termos detetado potencial evolutivo nestas duas áreas de intervenção (Água e Energia), decidimos abarcar. Para que tal fosse conseguido necessitaríamos naturalmente do envolvimento de toda a comunidade escolar, desde os órgãos de gestão da escola, professores, pessoal não docente e, naturalmente, alunos.
Assim, ao longo do ano letivo foram desenvolvidas várias medidas de intervenção, desde ações de sensibilização e informação, afixação / renovação de sinalética apelando para o desligar das luzes e computadores quando em não utilização, instalação de “lembretes” apelando à utilização de luz natural e, tão ou mais importante, a desativação de uma lâmpada na generalidade dos pontos de iluminação, bem como a substituição das lâmpadas antigas por lâmpadas fluorescentes compactas. No que concerne ao tema Água, apostou-se de igual modo na sensibilização e informação da comunidade escolar, na afixação / renovação de sinalética junto de torneiras, chuveiros e autoclismos apelando à contenção nos consumos, bem como na informação aos funcionários de que as regas dos jardins deveriam realizar-se impreterivelmente ao início do dia.
A criação de brigadas da Água e da Energia, equipas de alunos com rotinas periódicas de monitorização regular das condições de utilização de água e de energia nos diferentes espaços da escola, principalmente durante os intervalos e ao final do dia, permitiu a identificação de oportunidades de melhoria, contribuindo para o sucesso alcançado. Os alunos das brigadas foram ao longo do ano letivo registando em grelhas próprias os resultados observados, informação posteriormente veiculada ao professor coordenador Eco-Escolas que, através do processamento e respetivo tratamento, pôde aferir dos progressos alcançados, mediante comparação com a faturação mensal.
Deste modo, a meta redução dos consumos de água e eletricidade em pelo menos 5% comparativamente ao pretérito ano letivo foi amplamente alcançada já que se verificou menos 15% de consumo de água e menos 5.8% de consumo de Energia, resultados que nos deixam naturalmente satisfeitos e que representam uma poupança efetiva de largas centenas de euros.

sábado, 28 de junho de 2014

CLASSIFICAÇÃO FINAL CONCURSO "SUPER-ECO-RECOLETOR" 2013/2014

Mil seiscentas e oitenta e sete pilhas, cento e quarenta e nove tinteiros, trinta e nove baterias de telemóvel e duzentas e oitenta e oito radiografias é o saldo da megacampanha de recolha de resíduos promovida pela primeira vez este ano pela coordenação Eco-Escolas, sob a designação concurso Super-Eco-Recoletor. As pilhas e baterias de TM recolhidas têm sido entregues à Ecopilhas, no âmbito da nossa participação no concurso Pilhão vai à Escola; os tinteiros já foram, na sua maioria, alvo de valorização, revertendo o produto da respetiva venda para a aquisição de materiais consumíveis de apoio ao programa Eco-Escolas; e as radiografias, essas, estão reservadas para doação à AMI, Organização Não Governamental de cariz humanitário.  
A tabela classificativa de Eco-recoletores 2013/2014 ficou então ordenada da seguinte forma:
  1.  André Duarte (6.º A) – 2051 pontos.
  2. Cláudia Lourenço (6.º A) – 1067 pontos.
  3. Bruno Macedo (6.º A) – 1063 pontos.
  4. Ricardo Martins (6.º B) – 464 pontos.
  5. Henrique Nóbrega (6.º A) – 429 pontos.
  6. Diogo Lourenço (6.º A) – 295 pontos.
  7. Micaela Setim (6.º A) – 119 pontos.
  8. Samanta Ferreira (7.º A) – 86 pontos.
  9. Filipe Barreto (6.º C) – 55 pontos.      

Serão atribuídos, logo no início do próximo ano letivo, fantásticos prémios aos três primeiros classificados, bem como prémios de participação a todos os participantes!

segunda-feira, 16 de junho de 2014

MENÇÃO HONROSA NO "PRÉMIO INTERFILEIRAS"

“O destino dos RSU na minha Escola” é como se designa o trabalho de vídeo-reportagem apresentado pelos alunos do 8.º A, André Ferreira, Inês Balanco e Ana Carolina Gonçalves ao Prémio Interfileiras, trabalho que esteve a um passo de conquistar o 1.º prémio no primeiro escalão (alunos dos 13 aos 15 anos) daquele concurso de âmbito nacional. A menção honrosa arrecadada constitui ainda assim motivo de enorme satisfação para a nossa escola, dada a qualidade de outros trabalhos também apresentados a concurso por escolas de todo o país.
O Prémio Interfileiras, recorde-se, constitui um projeto promovido pela ABAE em articulação com a INTERFILEIRAS, entidade que representa as organizações (Fileiras de material) criadas ao abrigo de legislação específica com a missão de assegurar a retoma e reciclagem de resíduos de embalagens. A motivação para a realização de trabalhos de reportagem – vídeo e fotorreportagens – em torno da temática dos resíduos, mediante a realização de um conjunto de investigações locais acerca do retorno e reciclagem de resíduos e embalagens é a principal finalidade deste concurso que, ao que tudo indica, continuará a fazer parte da lista de projetos de participação facultativa disponibilizados pela ABAE a todas as Eco-Escolas do país.
Além do trabalho em destaque, foram apresentados pela nossa escola àquele concurso diversos outros trabalhos, todos elaborados no âmbito da disciplina de Ciências Naturais de 8.º ano, sob supervisão da professora Joana Menezes.
 
Mais informações aqui.      
 
video

segunda-feira, 9 de junho de 2014

ALUNOS DO NONO ANO VISITARAM ETAR DO PAÚL DO MAR

 Numa organização do grupo disciplinar de Geografia, os alunos do 9.º ano da nossa escola participaram na passada quarta-feira numa visita de estudo à Estação de Tratamento de Águas Residuais (ETAR) do Paúl do Mar. Durante a visita àquelas instalações os discentes ficaram a conhecer as diferentes etapas do tratamento das águas residuais, desde o tratamento preliminar (gradagem, remoção de areias e desengorduramento) até à descarga das águas, já devidamente tratadas, no oceano. Algumas etapas do tratamento das águas residuais provocam a libertação de compostos responsáveis por maus odores, pelo que é necessário eliminar estes compostos do ar, o que é efetuado na etapa de desodorização, com extração do ar contaminado. Deste modo, os alunos foram esclarecidos que qualquer ETAR que se encontre na plenitude do seu funcionamento não liberta maus odores, situação que poderia constituir perigo para a saúde pública.
Depois de retirados os sólidos, areias e gorduras, as águas residuais são encaminhadas para tratamento secundário, constituído por processos biológicos e físico-químicos. O processo físico-químico ocorre nos decantadores secundários, verificando-se a deposição de lamas no fundo do decantador, as quais são periodicamente removidas para a linha de tratamento de lamas. As lamas que foram retiradas do processo de tratamento de águas são agora sujeitas a um tratamento e, depois, armazenadas em silos para posterior encaminhamento, tal qual as areias e gorduras removidas das águas residuais, para a Estação de Tratamento de Resíduos Sólidos da Meia Serra.
Parte da água clarificada, já tratada, é lançada no meio recetor. A outra parte segue para a etapa de tratamento terciário, com vista a ser reutilizada na ETAR. No final, a água tratada é devolvida à natureza, através de emissários submarinos, sem por em risco o equilíbrio ecológico.

sexta-feira, 30 de maio de 2014

VENDA DE TINTEIROS PARA RECICLAGEM – UMA VIA PARA A AUTOSSUSTENTABILIDADE

Cerca de cento e cinquenta tinteiros, arrecadados no âmbito da campanha de recolha de resíduos Concurso Super-Eco-Recoletor, foram esta semana devidamente separados e acondicionados tendo por finalidade o respetivo encaminhamento para uma empresa de recolha e valorização de tinteiros vazios, no Continente.
O produto dos tinteiros vendidos – cerca de cem euros – reverterá para a aquisição de material consumível necessário às diversas atividades a desenvolver no âmbito do programa Eco-Escolas, ao longo do ano letivo.
Pense duas vezes antes de descartar os seus tinteiros usados, porque nem todos os resíduos são lixo!

terça-feira, 20 de maio de 2014

COLABORAÇÃO ENTRE A NOSSA ESCOLA E O CENTRO DE MARICULTURA DA CALHETA DEU FRUTOS

O Centro de Maricultura da Calheta (CMC) está a desenvolver um projeto de colaboração com as escolas básicas de 2.º e 3.º ciclos do concelho, no âmbito do projeto POSI, inserido no objetivo de divulgação do CMC junto das escolas, centros de formação e sociedade civil em geral.
Nesse sentido, aquela sede da Divisão de Aquacultura Marítima da Direção de Serviços das Pescas vem disponibilizando à nossa escola, ao longo do ano letivo, um conjunto de atividades tendo em vista a informação e sensibilização para a aquicultura e o potencial do seu desenvolvimento na Região. Assim, no âmbito das aulas de Ciências Naturais de 8.º ano, as diferentes turmas desenvolveram diversas atividades experimentais e demonstrações com a utilização de microalgas e Rotifera, as quais centraram-se na influência do fotoperíodo no crescimento dos organismos, bem como nas relações tróficas entre organismos numa cadeia alimentar. De referir que foram elaborados protocolos das atividades experimentais realizadas, as quais serão replicadas em anos posteriores, a começar já no próximo ano letivo com as novas turmas de 8.º ano.
A culminar esta colaboração, os nossos alunos realizaram uma visita de estudo às instalações do CMC, uma oportunidade para conhecerem melhor as atividades ali desenvolvidas, designadamente a produção de peixes juvenis e apoio técnico prestado a empreendimentos privados de piscicultura, o aperfeiçoamento de técnicas de reprodução e engorda de peixes, estudos da alimentação, nutrição, patologia, etc.
De destacar, a terminar, que o CMC assinalou hoje o Dia Europeu do Mar com um Open Day, um dia aberto daquela instituição a todos aqueles que a quiseram visitar, comemorações que se inserem nas Conferencias de Bremen de 2014. Os professores coordenadores das duas escolas do concelho que participaram neste protocolo de colaboração foram convidados a participarem nas atividades, tendo a nossa escola estado representada pelo professor Renato Azevedo.

segunda-feira, 14 de abril de 2014

VENCEDORES DO JOGO “OLHO-CÓDIGO”!

Foram nove os alunos participantes no Jogo “Olho-Código”, iniciativa promovida na última semana de aulas do 2.º período pela coordenação Eco-Escolas.
Esta atividade teve por objetivo, com base nos posters Eco-Código da exposição itinerante patente na entrada da escola e no Eco-Código da nossa escola, aferir conhecimentos e capacidade de observação dos nossos alunos relativamente àquele que constitui um do “Sete Passos” da metodologia do programa Eco-Escolas: o Eco-Código. Eco-Código que, como todos sabemos, constitui uma espécie de declaração de objetivos traduzidos por ações concretas que todos os membros da escola devem seguir.
De todos os participantes, aqueles que conseguiram responder acertadamente a um maior número de questões – de um total de quinze – foram as alunas Cláudia Lourenço e Joana Neto, ambas com dez respostas corretas e que, como tal, serão contempladas, cada uma, com um “Caderno Rock in Rio – Por um Mundo Melhor”.
Parabéns à Cláudia e à Joana!

quarta-feira, 2 de abril de 2014

MAU TEMPO OBRIGA A ADIAMENTO DO IV “HOJE (H) À BOLEIA”


Devido às más condições climatéricas que se têm feito sentir desde o início da manhã, a coordenação do programa Eco-Escolas, em conjunto com o Grupo Disciplinar de Ciências – coorganizador da iniciativa – e os agentes da Polícia de Segurança Pública destacados para esta atividade, decidiram adiar a realização do IV Dia Hoje (h) à Boleia, para data a confirmar, em princípio no mês de junho.
Na base desta decisão esteve o facto de termos concluído que não poderíamos sujeitar os cerca de quinze Eco-Agentes (alunos), a quem ficaria a cargo a tarefa de fiscalização dos veículos e regulação do estacionamento, à exposição à chuva e ao frio, com as consequências que daí poderiam advir.
Cumpre-nos ainda assim agradecer a colaboração de todos já que, pelo que pudemos constatar desde o início da manhã (08h00), têm sido muitos os professores, encarregados de educação e pessoal não docente que optaram pela prática de partilha de transporte. A todos o nosso sincero agradecimento!              

quarta-feira, 26 de março de 2014

IV “HOJE (H) À BOLEIA” É JÁ NA PRÓXIMA QUARTA-FEIRA

Decorrerá na próxima quarta-feira, 02 de abril, a IV edição do dia Hoje (h) à boleia. Esta iniciativa, uma espécie de dia sem carros, consiste numa ação de sensibilização global da comunidade educativa – e não só – acerca da temática da mobilidade sustentável. Assim, pretende-se que naquele dia apenas possam estacionar no parque de estacionamento da escola veículos automóveis privados com pelo menos metade da sua lotação preenchida.
A fiscalização do trânsito em toda a Rua da Escola será realizada por alunos, devidamente identificados, supervisionados por docentes do grupo disciplinar de Ciências e por agentes da Polícia de Segurança Pública, tendo para o efeito sido solicitada a devida autorização à Câmara Municipal da Calheta e Polícia de Segurança Pública.
Nesse sentido, e porque “um dia não são dias”, apelamos à colaboração de todos a fim de de que, na referida data, sejam utilizados meios de locomoção alternativos, nomeadamente a partilha de boleias (consultar mapa de carpooling afixado na sala dos professores) ou, nos casos em que tal seja possível, a deslocação a pé ou mesmo de bicicleta.
Apela-se ao bom senso e colaboração de todos no cumprimento estrito das instruções dos alunos em serviço que, recorde-se, estarão para todos os efeitos mandatados para a realização das respetivas funções, quer pela PSP, Câmara Municipal da Calheta e Órgão de Gestão da escola.

quinta-feira, 13 de março de 2014

SINALÉTICA DE APELO AO SILÊNCIO AFIXADA POR TODA A ESCOLA


Não sendo este um dos principais problemas da nossa escola em termos ambientais, designadamente nos espaços mais nevrálgicos da escola, tais como os corredores circundantes às salas de aula – muito em parte devido ao elevado sentido de zelo que os auxiliares de ação educativa vêm denotando relativamente a este aspeto, assegurando que a entrada dos alunos é feita em simultâneo – é indesmentível que o ruído constituí ainda assim um problema real em alguns dos espaços comuns, mormente no refeitório, átrio do 1.º piso e… sala de professores.
Em algumas alturas do ano, particularmente em época de exames, o que mais se ouve por aqueles dias é um coro de “shius!”, fazendo daquela onomatopeia o fonema mais audível, quase tanto que acaba por se revelar tão ou mais perturbador que uma ou outra conversa que inadvertidamente escapa de um qualquer utilizador menos avisado daqueles espaços.
Nesse sentido, os alunos de Clube Eco desenvolveram ao longo do terceiro período sinalética de alerta para a necessidade de moderação do ruído e que, cremos e esperamos, surtirá os efeitos desejados, contribuindo assim para uma significativa redução de “shius”!

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

PORTA-A-PORTA PELA SEPARAÇÃO DIFERENCIADA DE RESÍDUOS

Na perspetiva de aproximação da escola à comunidade, alguns alunos e docentes da nossa escola iniciaram esta quarta-feira uma ação de sensibilização porta-a-porta junto da comunidade local sobre o tema Separação diferenciada de resíduos. O objetivo fundamental desta iniciativa é sensibilizar a população local para a necessidade de redução da quantidade de lixo que todos nós produzimos no nosso dia-a-dia e, na impossibilidade de o fazermos tanto quanto seria desejável, da importância de separar corretamente esses resíduos por categoria.
Nesse sentido, os alunos do Clube Eco elaboraram diversos desdobráveis contendo a informação que consideram fundamental e com a qual esperam elucidar os populares acerca dos comportamentos corretos a adotar relativamente ao processamento de resíduos. Nestas ações de porta-a-porta, que terão continuidade até ao final do presente ano letivo e seguintes, os discentes procuram não só motivar os populares para o tema da separação diferenciada de resíduos, transmitindo-lhes informação adequada, como também receber um feedback da parte dos mesmos sobre, nomeadamente, principais dificuldades sentidas, índices de motivação para a adoção desta prática ou sugestões que, depois de devidamente compiladas, serão encaminhadas para quem de  direito: a Câmara Municipal da Calheta.
Aproveitando estes momentos de interação, alunos e professores intervenientes estão a divulgar as diversas campanhas de recolha de resíduos promovidas pela escola, nomeadamente de pilhas, de tinteiros e toners, de tampinhas, de rolhas de cortiça, de óleo ou de resíduos de equipamentos elétricos e eletrónicos (REEE).

       

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

“FLORESTA E BOAS PRÁTICAS”, TEMA DE AÇÃO DE SENSIBILIZAÇÃO

Realizou-se hoje na sala de sessões da nossa escola uma ação de sensibilização para os cuidados a ter com e na floresta, ministrada pela Dr.ª Paula Marília, técnica superior da Direção Regional de Florestas e Conservação da Natureza. ”Floresta e boas práticas” foi o tema desta ação, através da qual se pretendeu alertar e sensibilizar alunos e demais elementos da comunidade escolar para a importância do convívio salutar com a Natureza, mormente em contexto florestal, alertando para a responsabilidade individual que a cada um de nós incumbe na preservação deste património que é de todos e de importância fulcral para uma Região como a Madeira, quer em termos climáticos, económicos e até sociais.Assim, a preletora realçou alguns dos aspetos e particularidades, quer em termos florísticos quer em termos faunísticos, que fazem da nossa floresta (Floresta Laurissilva) património mundial da humanidade, sempre na perspetiva de que quanto mais e melhor a  conhecermos mais capacitados estaremos para agir no sentido da sua preservação.

sábado, 15 de fevereiro de 2014

“VELA POR ÓLEO” – UMA SOLUÇÃO DE AUTOSSUSTENTABILIDADE NA RECICLAGEM DE O.A.U.

O Projeto Vela por Óleo é um dos vários de participação facultativa disponibilizados pela ABAE às Eco-Escolas de todo o país. Ao aderir a este projeto, cada estabelecimento de ensino constitui-se, mediante a sua implementação, num ponto oficial de recolha de óleos alimentares usados (OAU). Os OAU, devidamente acondicionados em garrafas de plástico bem tampadas, devem ser depositados num oleão como aquele que temos na nossa escola (átrio principal do 1.º piso).
Parte do produto da recolha dos OAU pode ser reciclada pela própria escola através da produção de biodiesel, sabão ou da produção de velas aromáticas e ecológicas. Estas velas são muito especiais porque, ao contrário das velas comuns – que são feitas de parafina –, as velas ecológicas “Vela por Óleo” são constituídas de óleo 100% vegetal, apresentando emissões neutras de carbono. Deste modo, a respetiva queima não liberta quaisquer toxinas para o meio-ambiente, sendo por isso seguras para a saúde pública e para o ambiente.
O produto resultante da venda destas velas reverterá para a aquisição de material necessário às diversas atividades a desenvolver no âmbito do programa Eco-Escolas ao longo do ano letivo, constituindo mais uma via para a autossustentabilidade na implementação deste programa de educação ambiental.  

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

NINHOS JÁ INSTALADOS ESPERAM INQUILINOS

No âmbito do Clube Eco, e visto que uma das principais lacunas diagnosticadas aquando da realização da nossa auditoria ambiental interna era, no concernente ao tema Biodiversidade, a inexistência de infraestruturas de apoio à biodiversidade local, decidimos construir ninhos para pássaros.
Os ninhos foram confecionados utilizando única e exclusivamente restos de madeira e destinam-se fundamentalmente a pássaros da espécie protegida Turdus merula cabrerae (comummente conhecido por melro-preto), habituais visitantes dos jardins da nossa escola a partir do mês de fevereiro.
Esperemos que os nossos visitantes façam bom proveito dos dois ninhos que com o maior carinho e dedicação os nossos alunos construíram especialmente para eles, numa mensagem de boas-vindas desejando-lhes uma época de reprodução repleta de fecundidade.

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

PRODUÇÃO DE SABÃO A PARTIR DE ÓLEOS ALIMENTARES USADOS (O.A.U.)

 Que fazer aos óleos alimentares resultantes das frituras lá de casa? Certamente todos nós – pelo menos aqueles que não conseguem resistir a umas batatas fritas ou a um bom bife, entre outras iguarias cuja confeção requer a utilização de óleos – já se depararam com esta questão. A “solução” mais adotada, infelizmente, não é a melhor já que a maioria das pessoas, das duas, uma: ou descartam estes resíduos  atirando-os pelo ralo da pia das cozinhas ou, outras, depositam-nos nos contentores do lixo comum, sem qualquer acondicionamento especial (fechados em garrafas, por exemplo). O que a generalidade das pessoas desconhece é que, de uma forma ou de outra, mais tarde ou mais cedo, esses óleos acabarão inevitavelmente por ir parar a um mesmo sítio: o mar. O que a generalidade das pessoas desconhece também é que um litro de óleo contamina cerca de um milhão de litros de água, o suficiente para uma pessoa usar durante 14 anos.
Mas... que fazer então?! O procedimento correto é depositar os OAU num oleão como aquele que temos na nossa escola, devidamente acondicionados em garrafas de plástico bem tampadas. Estes resíduos têm por destino a sua reciclagem tendo em vista a obtenção de vários produtos. Uma das alternativas de reciclagem que nós experimentámos na última sessão do Clube Eco foi o reaproveitamento dos óleos alimentares usados (OAU) para fazer sabão. A receita é simples e obtivemos um sabão de ótima qualidade, muito útil para a lavagem de materiais, realização de limpezas ou até mesmo para lavagem das mãos.
A “receita”, acredite, é simples. Vai necessitar então de:
  • 2 litros de OAU;
  • 1 litro de água;
  • ½ kg de hidróxido de sódio (soda cáustica);
  • ¼ kg de sabão em pó;
  • Chaleira elétrica;
  • Colher de pau;
  • Máscara descartável;
  • Luvas;
  • Recipiente de 5 l em plástico.

Primeiro tem de aquecer a água até esta entrar em ebulição. Depois, num recipiente não metálico, adicione cuidadosamente o hidróxido de sódio à agua, mexendo sempre bem a mistura (com uma colher de madeira / pau), tendo o cuidado de evitar a inalação dos vapores emitidos, razão pela qual este procedimento deve ser realizado em espaço exterior. Seguidamente, adicione lentamente o OAU à mistura anterior, mexendo o preparado ininterruptamente durante 20 a 30 minutos até obter uma pasta homogénea. Depois é só depositar em formas e deixar endurecer durante aproximadamente uma semana. Et voilá!

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

MANUTENÇÃO E MONITORIZAÇÃO REGULAR DOS TANQUES DE MINHOCULTURA


A manutenção e monitorização do nosso Centro de Tratamento de Resíduos Orgânicos (C.T.R.O.) – constituído por um compostor e quatro tanques de minhocultura – o "ex-libris" da implementação do programa Eco-Escolas na nossa escola (recorde-se que fomos a primeira escola da Região a aderir a esta prática, entretanto já difundida por diversas outros estabelecimentos de ensino), é uma das atividades particularmente significativas do nosso plano de ação. Revolver regularmente os resíduos ali acondicionados, controlar o seu teor de humidade e exposição solar, verificar as condições de temperatura a que estão sujeitos e recolher o composto produzido são algumas das tarefas que exigem atenção (quase) permanente ao longo do ano letivo.
Quaisquer falhas verificadas ao longo deste processo (ex.: humidade excessiva da “cama” de resíduos, temperatura interna dos tanques muito elevada ou desequilíbrio na proporção comida cozinhada / papel e cartão) poderão não só alterar a qualidade do composto final como, também, originar a libertação de maus odores ou a atração de eventuais pragas.
Mas porquê “tanto trabalho”?, questionar-se-ão os menos esclarecidos. Primeiro, porque uma das premissas da nossa intervenção no âmbito do Eco-Escolas incide na área da prevenção da produção de resíduos, reduzindo a sua produção ao mínimo indispensável ao normal funcionamento da escola. Assim, reduzir a quantidade de resíduos, no caso orgânicos, encaminhados para reciclagem, procedendo nós próprios ao respetivo tratamento e valorização foi o que norteou – há já muito, muito tempo! – a criação do nosso C.T.R.O., obtendo-se de igual modo um excelente fertilizante para os jardins da escola. É que o composto produzido nos nossos tanques de minhocultura não é uma “terra” qualquer! O húmus das minhocas melhora a porosidade e a ventilação do solo, aumentando a capacidade de captação de nutrientes pelas plantas; aumenta a vida biológica no solo com o desenvolvimento de bactérias e fungos fixadores de azoto; permite o controlo da toxicidade do solo, corrigindo excessos de alumínio, ferro e manganês; corrige o pH dos solos, contribuindo para um pH mais favorável ao desenvolvimento das plantas; promove uma drenagem controlada, evitando encharcamentos; contribui para a alteração da estrutura do solo, suavizando efeitos de erosão, compactação, impermeabilização e desertificação; favorece o aumento da resistência das plantas a pragas e doenças; e é um adubo natural fonte abundante de nutrientes para as plantas.
 

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

PROJETO MINI-EMPREENDEDORES – CONSTRÓI O TEU PRÓPRIO BRINQUEDO!

Promovido pela Science4You, o projeto Mini-empreendedores destina-se a alunos dos 1º e 2º ciclos com idade igual ou inferior a treze anos. Esta iniciativa está aberta à participação de alunos de todo o país, constituídos em equipas de três.
A nossa escola procedeu já à respetiva inscrição visto que pretendemos participar mediante a apresentação de pelo menos um ou dois projetos a elaborar por alguns alunos do Clube Eco da nossa escola, os quais constituirão na elaboração de brinquedos de caráter científico e educativo, com recurso à energia solar. Os projetos de brinquedo têm de ser submetidos até 04 de abril, impreterivelmente!
Do conjunto de trabalhos submetidos ao Secretariado da Science4you, serão selecionados os 15 melhores para uma Feira de Ciência Nacional. Nesta feira os alunos farão a apresentação e demonstração de como funcionam os seus projetos de brinquedo, evidenciando as razões de merecerem ser os vencedores. A equipa de cientistas que realizar o melhor projeto receberá computadores tablet e vales de brinquedos Science4you. A escola a que os alunos pertencem também receberá computadores tablet.
O projeto vencedor poderá vir a tornar-se num brinquedo Science4you! Os segundos e terceiros classificados (alunos e entidades) receberão vales de brinquedos Science4you.
Se estás interessado em participar, contacta o teu professor de Ciências!
Mais informações disponíveis aqui.

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

O NOSSO ECO-CÓDIGO!

O Eco-Código – um dos sete passos da conhecida metodologia do programa Eco-Escolas – constitui uma espécie de declaração de objetivos, um conjunto de "mandamentos" que deverão ser traduzidos em ações concretas a adotar por toda a comunidade escolar. Esta "declaração de objetivos" deve abarcar as temáticas da água, resíduos, energia, biodiversidade e alterações climáticas, entre outras como a floresta, transportes, mar ou agricultura biológica.
A existência de um Eco-Código, obrigatório para todas as escolas que participam no programa Eco-Escolas, não obriga porém à elaboração de um póster / cartaz Eco-Código, esse sim de caráter facultativo. No entanto, a maior parte das escolas inscritas no programa optam por esta estratégia de divulgação do seu Eco-Código, já que a associação de imagens permite uma melhor difusão da mensagem subjacente ao Eco-Código.
O nosso póster Eco-Código 2013/2014, elaborado pelos alunos das turmas do 8.º ano no âmbito da disciplina de Ciências Naturais, encontra-se exposto a toda a comunidade escolar, afixado no nosso placar Eco-Escolas.
Pretendemos desta forma, conjuntamente com os dez lemas que constituem o nosso Eco-Código, alertar / sensibilizar para as “feridas” do nosso planeta, transmitindo ao mesmo tempo uma mensagem de esperança de que, todos juntos, podemos contribuir para a solução do problema:
Relembramos então os “dez mandamentos” do nosso Eco-Código:
  • O papelão e o eletrão são inimigos da poluição.
  • Não caias em armadilhas. Recicla pilhas!
  • A regra dos três Rs tens de conhecer para o teu planeta proteger!
  • Poupar água no nosso dia-a-dia é importante e poderá fazer a diferença num futuro não distante!
  • Se a água queres utilizar, do nosso planeta terás de cuidar!
  • Para energia poupar vamos sempre que possível a luz natural usar!
  • Se as luzes apagar, na carteira e no ambiente irei poupar!
  • Da floresta temos de cuidar, como da casa onde habitamos, porque as plantas é que nos fornecem o ar que respiramos!
  • Se o teu bem-estar queres assegurar, o ambiente terás de preservar!
  • A emissão de GEE devemos parar, para o efeito de estufa não agravar!