sábado, 29 de dezembro de 2007

HOJE (H) À BOLEIA ESTÁ QUASE...

Decorrerá no dia 25 de Janeiro próximo, sexta-feira, a II edição da actividade “Hoje (h) à Boleia”, uma espécie de dia sem carros.
O objectivo desta iniciativa consiste, genericamente, em alertar / sensibilizar para a problemática decorrente do uso excessivo dos transportes e da necessidade de adopção de hábitos conducentes a uma mobilidade sustentável. Assim, porque um dia não são dias, desde a manhã do dia 25 e até ao fim daquele dia está COMPLETAMENTE interdito o estacionamento a quaisquer veículos privados no estacionamento anexo à escola, salvo aqueles que se apresentem com a totalidade da sua lotação preenchida.
Mais, contrariamente ao ano transacto este ano serão montadas barreiras à entrada dos ramais de acesso à escola – naturalmente que com a devida autorização das entidades competentes – pelo que, desta vez, não vale a pena tentar “furar” o sistema dado que a intransigência será total e absoluta.
A fiscalização será realizada por alunos, devidamente identificados, auxiliados por agentes da Polícia de Segurança Pública.

Colabore!

domingo, 23 de dezembro de 2007

AFINAL NEM TUDO O QUE (NÃO) LUZ É OURO!

Luís Humberto Teixeira, administrador do site Mudar o Mundo deixou aqui ontem um comentário ao post «Ainda no "velho" Google?!» que teve a virtude de, no mínimo, deixar-me a matutar relativamente ao assunto.
Não é que afinal o tão propalado Google-Zero, amplamente publicitado em diversos (e importantes) órgãos de comunicação social nacional, poderá afinal apresentar efeitos "colaterais" relativamente ao Ambiente?!
Com a devida autorização publico a “argumentação” deixada por Luís Humberto Teixeira no seu site:
«É preciso dar os parabéns aos responsáveis pelo Google-Zero. A campanha de marketing viral foi bem feita, pois recebi vários e-mails a aconselhar-me a mudança para este motor de busca português, clone do Google, preto e com pretensões ecológicas.
Registado a 8 de Dezembro de 2007, uma semana depois o Google-Zero teve direito a um
artigo no Público e voltou a ser referido a 20 de Dezembro no Diário Digital, órgão que destacava as 60 mil visitas obtidas pelo motor de pesquisa na primeira semana, o que supostamente equivalia a uma poupança de 120.000 watts-hora.
Ora, como é que os responsáveis pelo Google-Zero chegam a este valor?
No site surgem números impressionantes sobre
o cálculo de redução de emissões de CO2, mas não há uma explicação concreta que ajude a perceber como se chega a tais valores.
A desconfiança adensa-se quando se lê a notícia do Público e se percebe que esta questão não é propriamente nova e até já mereceu a atenção do jornalista de tecnologia australiano Darren Yates, que a propósito do
Blackle (um parente do Google-Zero já referido no Mudar o Mundo) fez testes a 27 monitores diferentes e concluiu que só existe uma efectiva poupança energética nos CRT.
Os
testes efectuados por Darren Yates indicam ainda que utilizar um motor de busca com fundo escuro não faz grande diferença para quem usa monitores LCD – aliás, em muitos casos chega a ser contraproducente, pois os consumos são ligeiramente mais elevados com fundos negros!
Como tal, ele sugere a
quem estiver mesmo interessado em poupar energia que: desligue o PC quando não o vai usar, baixe o brilho do ecrã, desligue o modem ADSL durante a noite, desligue tudo na tomada e utilize as opções de gestão de energia do computador (...)»

Luís Humberto Teixeira in Mudar o Mundo

sexta-feira, 21 de dezembro de 2007

JÁ CHEGÁMOS À ROMÉNIA!

A Internet tem destas coisas! Não é que fomos ontem contactados, através deste blog, por uma docente de uma escola romena – Colegiul Pedagogic Gheorghe Lazăr, em Cluj – no sentido de encetarmos um intercâmbio com aqueles no âmbito do Programa Eco-Escolas?! Sabíamos que o Eco-Escolas estava (está) difundido por todo o Mundo, abarcando mais de 40 países mas… daí a chegarem até nós…
É claro que vamos agarrar esta oportunidade com “unhas e dentes” já que, temos de reconhecer, situações como esta não acontecem todos os dias. Acreditamos que será sem dúvida frutuosa a partilha de experiências com uma escola de um país com uma realidade diferente a todos os níveis do nosso, como é o caso da Roménia.
Deixamos então aqui umas fotos, gentilmente cedidas pelas professoras Dana Solovastru e Roxana Marfievici, de alguns trabalhos alusivos à quadra natalícia realizados por alunos daquele estabelecimento.

quarta-feira, 19 de dezembro de 2007

AINDA NO "VELHO" GOOGLE?!

O Google-Zero é um motor de pesquisa ecológico em português que ajuda a poupar a energia. Usando a tecnologia de pesquisa de GoogleTM (embora sem nenhuma associação directa com a marca), os resultados são apresentados com a mesma eficácia e rapidez com a que a marca norte-americana é reconhecida em todas partes do Mundo. O conceito do Google-Zero baseia-se na poupança de energia mediante a apresentação de resultados num fundo escuro e com letras não totalmente brancas, para que os monitores dos computadores, telemóveis e outros artefactos de navegação online poupem o máximo possível de energia, tendo uma maior autonomia e, é claro, ajudando o meio-ambiente. Ajude-nos a preservar o meio-ambiente. Faça do Google-Zero a sua página de inicio e junte-se aos milhões de utilizadores que em todo o mundo estão a colaborar para uma maior poupança de energia informática. Por um mundo com ZERO emissões de CO2!
Ajudem a divulgar!! Experimentem e reenviem aos vossos amigos vamos poupar 195.000.000 Kg de CO2!
Estimamos que a redução em emissões de CO2 possa ser próximo das 1.950 toneladas de CO2 por ano. Senão vejamos: o Google é visto por 2.5 milhoes de utilizadores todas as semanas só em Portugal. O fundo negro pode reduzir o consumo energético até 7 W por dia por utilizador. Se todos os utilizadores converterem para o Google-Zero a poupança energética será de 30 W x 2.500.000 Utilizadores / Semana x 52 Semanas = 3.900.000 kWh, ou seja, cerca de 1.950.000 kgs de CO2. Em termos monetários a poupança será equivalente a 390.000 EUR!

sábado, 15 de dezembro de 2007

ÁRVORES DE NATAL ECOLÓGICAS

Porque a época natalícia é propícia ao consumismo, por vezes exagerado, os alunos da nossa escola deixam aqui o exemplo de como se pode nesta quadra festiva, com alguma dose de imaginação, poupar em dois “campos” distintos: o financeiro e o ambiental. Fazendo jus à reutilização e reciclagem, dois dos princípios base da conhecida regra dos três Rs, os alunos do 1.º Ciclo e do Clube Eco lançaram-se à construção de árvores de Natal ecológicas.
A árvore elaborada pelos mais pequenos, exposta no átrio principal da escola (junto ao presépio), foi produzida utilizando unicamente cartão, garrafas de plástico, CDs inutilizados, papel, sacas em plástico, cana vieira, panos velhos e… voilá: o produto final é uma original e muito ecológica árvore de Natal, como a imagem bem documenta. Além de ecológico, este ornamento natalício apresenta ainda a particularidade de revelar aos mais perspicazes uma mensagem que, julgamos, é importante reter, veiculada pelas verdes “mãozadas” dos seus autores. Aquelas “assinaturas” constituem assim muito mais do que um mero efeito decorativo: ostentam o simbolismo de darmos mãos ao Ambiente, Ambiente que se quer verde (daí a cor utilizada) e livre de poluição. Sem dúvida muito bem conseguido!
Também os alunos do Clube Eco não quiseram ficar atrás e, reutilizando embalagens de iogurte, papel de jornal, restos de tubagem eléctrica, papel reciclado (produzido pelos próprios) e alguma tinta, conseguiram o produto retratado na imagem. De realçar que a estrela foi feita com papel reciclado e que as bolas mais não são do que papel de jornal amassado envolto em fita-cola. O “milagre” da tinta fez o resto.

Esta segunda árvore pode ser vista in loco ao fim do corredor de acesso aos laboratórios de Ciências Naturais e Físico-químicas.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2007

O NOSSO ECO-ESCOLAS NA EDUCARE

Há já 10 anos que o Programa Eco-Escolas encoraja e distingue as escolas com comportamentos sustentáveis no seu quotidiano. Este ano foram galardoadas 455 escolas.
Pode ser implementado em qualquer grau de ensino mas destina-se, preferencialmente, às escolas do Ensino Básico. O Programa Eco-Escolas, sob a responsabilidade da Fundação para a Educação Ambiental, pretende encorajar acções, reconhecer e premiar o trabalho desenvolvido pelas escolas na melhoria do seu desempenho ambiental, gestão do espaço escolar e sensibilização da comunidade. Água, resíduos, energia, biodiversidade, agricultura biológica, espaços exteriores, ruído e transportes são os temas abordados. O objectivo é estimular o hábito de participação e a adopção de comportamentos sustentáveis no quotidiano, ao nível pessoal, familiar e comunitário.
(...) Outra das escolas galardoadas foi a Escola Professor Francisco M. S. Barreto, da Madeira. Com apenas três anos de existência, esta foi a primeira vez que se candidatou e foi com "enorme satisfação" e "orgulho" que recebeu a bandeira verde. Para Renato Azevedo, professor coordenador do Programa Eco-Escolas do estabelecimento, o galardão é o reconhecimento do trabalho realizado por toda a comunidade escolar na vertente da educação e sensibilização ambiental ao longo do último ano lectivo. Mas ainda existe muito por fazer. "Quem anda nestas batalhas ecológicas sabe que nunca obterá vitórias, apenas pequenas conquistas. A bandeira constitui assim uma espécie de lembrete das responsabilidades acrescidas que agora nos incumbem", sublinha. No último ano lectivo foram quase meia centena as iniciativas promovidas pela escola no âmbito do programa Eco-Escolas. A participação no concurso Latitude 60, promovido pelo Centro de Ciência Viva, com o filme Ouro Sub Azul, deu-lhes o primeiro lugar a nível nacional na categoria audiovisual, entre várias centenas de escolas candidatas. Outro dos projectos implementados foi a construção de um Centro de Tratamento de Resíduos Orgânicos, constituído por dois tanques de minhocultura e um depósito de compostagem, que permite apresentar actualmente uma taxa de redução de lixo orgânico, designadamente papel e restos de comida, na ordem dos 40%. A instalação de miniecopontos em todas as salas de aula e espaços interiores, campanhas de sensibilização para a poupança de água e energia, a organização do dia Hoje (h) à Boleia, no âmbito da mobilidade sustentável, ou a organização do concurso Pilha de pilhas, que entre a comunidade escolar lhes permitiu recolher 94,52 kg destes resíduos, foram outros dos projectos desenvolvidos. E porque nunca é de mais espalhar a mensagem, têm também um blogue (ecobarreto.blogspot.com) onde divulgam as actividades realizadas. Para este ano as actividades vão continuar e um dos projectos é uma novidade: a construção e instalação de dez aquecedores solares utilizando embalagens descartáveis (...)
Joana Silva Santos, in Educare

quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

PALESTRA SOBRE ENERGIAS RENOVÁVEIS SERVE DE MOTE À APRESENTAÇÃO DE PROJECTO

Realizou-se ontem na nossa escola uma acção de sensibilização subordinada ao tema Energias Renováveis. A palestra, ministrada pelos Engenheiros Filipe Oliveira e Gorete Soares da AREAM (Agência Regional de Energia e Ambiente da RAM), teve por principal objectivo sensibilizar a comunidade escolar para a necessidade urgente da adopção de alternativas energéticas aos combustíveis fósseis e da utilização racional de energia.
Com uma plateia composta por cerca de meia centena de participantes, entre os quais, em representação da Câmara Municipal da Calheta, o Vereador da Educação e a Técnica do Ambiente da autarquia, alunos e docentes, esta iniciativa serviu igualmente de mote à apresentação do projecto com que a Francisco Barreto apresentar-se-á ao Concurso Rock in Rio Escola Solar.
Assim, foi ontem anunciado que o projecto a concurso consiste na construção e instalação de aquecedores solares utilizando embalagens descartáveis, designadamente embalagens PET, caixas tetra pak, sacos plásticos, etc. Um projecto simples e com custos reduzidos, que permitirá economizar energia – com os benefícios económicos e ambientais daí decorrentes – possibilitando ainda uma “reciclagem” directa daqueles resíduos, sem qualquer processo industrial intermédio. Os responsáveis pelo projecto pretendem, de igual forma, que a implementação do mesmo sirva de instrumento de consciencialização da comunidade para o facto de que todas essas embalagens podem ter aplicação útil pós-consumo e de que, afinal, nem todos os resíduos produzidos no nosso dia-a-dia devem ter por destino final o lixo.
Foi então apresentado o protótipo já fabricado por um grupo de professores e alunos – montado provisoriamente no jardim da escola – e algumas das conclusões obtidas dos testes entretanto realizados, designadamente no que concerne à eficiência energética do mesmo. Em Janeiro deverão ser confeccionados mais dez exemplares, destinados à instalação em algumas habitações da freguesia e um outro num dos quatro Centros Sociais do Concelho.
Por se reconhecer tratar-se de um projecto ambicioso a sua implementação depende do envolvimento de toda a comunidade escolar realçando-se desde logo o grande interesse e disponibilidade evidenciados por (quase) todos os docentes e alunos na concretização do projecto.

quarta-feira, 28 de novembro de 2007

AS AVENTURAS DO HERÓI FUTURENERGIA

Esta actividade tem como objectivo consciencializar sobre temas relacionados com a energia e consolidar o conhecimento de subtemas como as alterações climáticas. Está direccionada para alunos dos 7 aos 14 anos de idade, da União Europeia, países Candidatos e da EFTA (European Free Trade Association - Associação Europeia de Livre Comércio), motivando os alunos a criar uma participação com base num conjunto de cinco cenários:
  • Super herói constrói uma nova casa;
  • Super herói vai de férias;
  • Super herói e as viaturas com eficiência energética;
  • Super herói contra Comilão de Energia;
  • Super herói na tua escola.

Equipas de três alunos seleccionam um dos cenários descritos como ambiente para a produção de uma história e/ou uma tira de banda desenhada composta no máximo por dez vinhetas (um conjunto de dez desenhos).
A actividade-concurso implica uma metodologia transversal ao currículo. Como envolve diferentes disciplinas (ciências, línguas, artes e informática, aconselhamos os professores a trabalhar em equipas, ajudando e dando apoio aos alunos participantes para obterem informação, adquirirem conhecimentos sólidos e desenvolverem as competências necessárias.
As equipas participantes escolhem um dos cinco cenários. Cada cenário apresenta a cena de um episódio para a tira de banda desenhada ou para a história. Os cinco cenários são acompanhados de informação relevante, para ajudar os alunos quer no estudo do tema quer no desenvolvimento da tarefa, de uma forma significativa. A partir do cenário escolhido os participantes devem desenvolver a história, em texto ou em banda desenhada.
A participação das equipas no concurso pode fazer-se de duas formas: enviar um texto (guião) para o sítio web (em língua materna) e/ou enviar um conjunto de desenhos ilustrando a história (vinhetas de banda desenhada). Devem estar todas juntas, formando uma única imagem, que deve ser enviada como ficheiro JPG ou GIF. As participações ao concurso devem ser na língua materna dos alunos, uma das vinte e três línguas oficiais da UE ou dos países candidatos: Croácia, Macedónia ou Turquia.
A melhor participação deste concurso bem como a do Perfil do Herói FuturEnergia transformar-se-ão num livro de banda desenhada, impresso e distribuído, com os nomes dos alunos das equipas vencedoras. A participação vencedora do Perfil do Herói FuturEnergia vai ser o troféu, que corresponde ao desenho vencedor. O troféu será oferecido às equipas vencedoras, assim como o desenho do boneco vencedor.

Mais informações em FuturEnergia.

PLÁSTICOS NA CONSTRUÇÃO DE EDIFÍCIOS


Embora não imagines, os plásticos são materiais muito importantes no sector da construção. De facto, quase 20% de todos os plásticos usados na Europa são destinados a produtos para a indústria da construção. A seguir à embalagem, a indústria da construção é o segundo sector que mais utiliza o plástico (confere em 3LitreHouse)!
Então a que é que se destina todo este plástico? Condutas de plástico para o transporte de água e de esgotos, janelas sintéticas para manter o calor e o fresco no interior e deixar o barulho fora! Revestimentos de plástico para o chão (como podes ter na tua cozinha), espuma feita de plástico utilizada para o isolamento da casa e, naturalmente, para muitas outras aplicações – são até usados nos alicerces da casa e na pintura!
O que torna o plástico um material ideal para a construção é o facto de ser forte, resistente ao tempo e ao calor e ser flexível. São ainda muito leves e requerem pouca manutenção (não enferrujam nem apodrecem). Isto tudo torna-os ideais para a indústria da construção. Existem também mais de 50 espécies de plástico e cada uma tem alguma coisa de diferente para oferecer àquela indústria.
Porque é que o plástico é tão importante? Sem dúvida porque, no mundo actual, a eficiência energética é deveras essencial. Na realidade, excluindo o transporte, o alojamento é o segundo maior consumidor de energia. Os plásticos produzem grandes isoladores e vedantes, contribuindo enormemente para a eficiência energética e para a redução das perigosas emissões de C02.


sexta-feira, 23 de novembro de 2007

RELEMBRANDO O NOSSO ECO-CÓDIGO...

O Eco-Código é uma declaração de objectivos traduzidos por acções concretas que todos os membros da escola devem seguir. Cada "mandamento" deve descrever uma acção concreta a cumprir por todos os elementos da comunidade escolar: alunos, professores e funcionários.
Relembrando o Eco-Código da nossa escola:
  • Só tomo banho de chuveiro e a torneira fecho ao escovar os dentes, porque para a água não faltar temos de ser inteligentes;
  • Porque os solos não quero poluir, os lixos vou separar e no ecoponto depositar;
  • Reduzir, reciclar e reutilizar, é a regra dos 3 Rs que ninguém deve ignorar;
  • As luzes vou apagar e a televisão desligar para energia economizar;
  • Hoje está Sol!
    As janelas e as portas vou abrir para a luz deixar entrar e electricidade poupar;
  • Não vou de carro para a escola (acordei e tive esta ideia!). Vou antes pedir à minha mãe para irmos à boleia;
  • De bicicleta vou para a escola. Assim não poluo o Ambiente e deixo o planeta mais contente;
  • Eu vivo neste planeta, cada vez mais a aquecer, tenho medo é se um dia fico sem sítio onde viver!
  • No Inverno é só calor, no Verão quase sempre chove, com um clima tão esquisito o Ambiente fica mais pobre;
  • De todas a mais bonita é a ilha da Madeira. Vamos cuidar da nossa terra, poluição não é brincadeira!

domingo, 18 de novembro de 2007

COMEÇOU A CORRIDA AO "PILHA-Ó-TINTEIRO"

3 - 2 - 1 - 0! Está dado o sinal de partida para mais um concurso de recolha de pilhas, baterias de telemóvel e, este ano, também de tinteiros e toners usados. O Pilha-ó-tinteiro é uma "versão" ligeiramente alterada do Pilha de Pilhas, com outro sistema de pontuação, outra designação, mas sempre com o mesmo objectivo: preservar o Ambiente.
Por cada unidade entregue (pilhas gerais, pilhas-botão ou baterias de telemóvel) no PBX, ser-te-á averbada a pontuação de 1 pontos. Às novidades tinteiros e toners corresponde a bonificação de… 5 pontos!
A tabela classificativa de Eco-recolectores será actualizada quinzenalmente sendo que, no final deste “campeonato” (Junho), haverão atractivos prémios para os três primeiros classificados.
Participa nesta actividade! Uma única pilha deixada no solo contamina-o durante mais de 50 anos! Ajuda a combater esta praga.

sexta-feira, 16 de novembro de 2007

ALUNOS VISITAM "CELEBRIDADES" DA QUINTA DOS PRAZERES

No âmbito da temática Biodiversidade, da disciplina de Ciências Naturais, os alunos de sétimo ano da nossa escola realizaram esta quarta-feira uma visita de estudo à Quinta Pedagógica dos Prazeres.
A escolha daquele espaço para a abordagem ao tema prende-se com as características únicas que a Quinta Pedagógica dos Prazeres possui no contexto regional já que, à falta de um jardim zoológico na Região, esta infra-estrutura vem de certa forma amenizar tal lacuna, dada a grande diversidade de espécies animais (e não só) presentes ao público. Mas a Quinta Pedagógica dos Prazeres, a laborar desde Outubro de 2000, é muito mais do que um mini-zoológico. Constituem também atractivos dignos de visita o jardim de ervas aromáticas, a casa de chá, bem como o espaço existente dedicado à agricultura biológica.
Contudo, as “celebridades da Quinta”, aquelas que constituem o principal chamariz de forasteiros, são mesmo os animais. E, neste particular, aquele espaço apresenta desde répteis, a aves e mamíferos, com as espécies exóticas a assumirem natural destaque, designadamente os póneis, lamas ou emas a fazerem delícia junto dos mais jovens (e não só). Um projecto louvável mantido, não obstante as muitas dificuldades, pela paroquia dos Prazeres a merecer a visita de todos quantos apreciam a Natureza.
O entusiasmo da cerca de meia centena de alunos foi bem visível ao longo da visita, constituindo para aqueles uma oportunidade de aprenderem de forma diferente, longe das “quatro paredes” da sala de aula.
Esta quarta-feira a nossa escola regressará à Quinta do Prazeres; desta feita será a vez dos alunos das turmas do quinto ano desfrutarem dos atributos da Quinta. Aproveitem!

terça-feira, 13 de novembro de 2007

CONCURSO PILHA DE PILHAS, E O VENCEDOR É...

Foi hoje divulgada a classificação final do concurso Pilha de Pilhas, uma iniciativa do Clube Eco da nossa escola que decorreu durante o ano lectivo transacto e que consistia, genericamente, na recolha de pilhas e baterias de telemóvel usadas.
Até ao final do ano lectivo foram recolhidos exactamente 94,52 kg destes resíduos. Não conseguimos assim alcançar a "marca" proposta dos 100 kg mas, ainda assim, temos de reconhecer que o projecto foi um sucesso pelo que há-de regressar no presente ano lectivo, ainda que com ligeiras adaptações.
Os três primeiros classificados (em tabela anexa) receberão, respectivamente: primeiro classificado: uma Playstation 2 + jogo «Pro Evolution Soccer 5»; segundo classificado: os jogos para Playstation «Gran Turismo 4», «FIFA Football 2005» e «Pro Evolution Soccer 6»; terceiro classificado: dois filmes DVD a designar.
A todos os que participaram neste passatempo os nossos sinceros agradecimentos e, se desta vez não ganhaste, mantém-te alerta pois a qualquer momento será dado o sinal de partida para mais uma edição do Pilha de Pilhas, “versão” 2007/2008, talvez com outro nome, talvez organizado noutros moldes, mas sempre com o mesmo objectivo: preservar o Ambiente.

sexta-feira, 9 de novembro de 2007

ALUNOS DE OITAVO ANO VISITAM A ETZO

No âmbito da disciplina de Ciências Naturais, os alunos de 8.º ano da nossa escola realizaram esta quarta-feira uma visita de estudo à Estação de Transferência da Zona Oeste (ETZO), sita ao sítio da Meia Légua, na Ribeira Brava.
A laborar desde Fevereiro deste ano, esta estação de transferência de resíduos serve os concelhos da Calheta, Ponta do Sol, Porto Moniz, Ribeira Brava e São Vicente, beneficiando os sistemas de recolha dos resíduos urbanos (RU) daqueles municípios. Com a implementação da ETZO deixa de existir o transporte directo dos RU recolhidos pelas câmaras municipais para a Estação de Tratamento de Resíduos Sólidos da Meia Serra (ETRS), passando o mesmo a ser efectuado por viaturas próprias da ETZO, uma solução que visa optimizar a eficácia dos sistemas de recolha e, pelo menos teoricamente, a redução dos custos operacionais associados.
Nesta acção os alunos tiveram oportunidade de conhecer as instalações daquela estação de transferência, numa visita guiada que lhes permitiu conhecerem, genericamente, o processo de gestão de resíduos e as diferentes fases associadas, desde as operações de recolha ao transporte, armazenagem, tratamento, valorização e eliminação dos resíduos.
De caneta em riste, bloco de apontamentos na mão e, em alguns casos, máquina fotográfica debaixo do braço, os jovens estudantes revelaram-se bastante interessados às indicações que lhes iam sendo fornecidas pela guia de serviço (ou o docente da disciplina não lhes tivesse pedido a apresentação de um relatório da visita) com a boa disposição a ser uma constante ao longo de todo o itinerário, como bem atestam as imagens.

sexta-feira, 2 de novembro de 2007

POUPAR DINHEIRO E POUPAR O PLANETA

Numa iniciativa da Caixa Geral de Depósitos para comemorar o Dia Mundial da Poupança – 31 de Outubro – aquela instituição bancária criou o passatempo “O Ciclo da Poupança”, destinado a alunos dos 1º e 2º ciclos do Ensino Básico.
Trata-se de uma espécie de jogo da glória gigante em que os jogadores avançam em direcção à meta se responderem acertadamente às perguntas que, nas áreas do Ambiente e da Economia, lhes vão sendo colocadas.

No Dia Mundial da Poupança, cerca de 100 Agências da Caixa, localizadas de Norte a Sul de Portugal e nas Regiões Autónomas, abriram portas aos estudantes das escolas locais, que, acompanhados pelos professores, puderam entrar no “Ciclo da Poupança”.
Mas, para que todos possam participar nas comemorações do Dia Mundial da Poupança, a Caixa criou também uma versão do jogo on–line, num site criado especialmente para o efeito
www.cgd.pt/ciclodapoupanca. Os interessados podem participar no jogo de 31 de Outubro a 16 de Novembro.
E como o grande objectivo é aprender como poupar dinheiro preservando os recursos naturais, os estudantes que visitarem o site encontram, todos os dias, dicas novas para aprenderem a poupar. Mas o site tem muito mais... Os pequenos artistas podem fazer desenhos sobre o tema da poupança. Desenhos que ficam na galeria do site.
E para que os participantes no jogo se tornem verdadeiros e letrados fãs da poupança, a partir do dia 31 de Outubro, poderão participar as vezes que quiserem. Contará, apenas, o melhor resultado. No final do passatempo, os três participantes melhor classificados serão premiados, cada um, com uma viagem para si e para os seus pais à Cidade das Ciências de La Villette, em Paris. Poderão, em alternativa, optar por receber um vale para aquisição de equipamento informático no valor de 1.250 euros. Também as escolas frequentadas pelos vencedores receberão, cada uma, um vale para equipamento informático de igual valor.
Participa e ajuda a poupar o planeta!

domingo, 28 de outubro de 2007

ADEUS PORTO MONIZ, OLÁ CÂMARA DE LOBOS

Terminou hoje o I Encontro Regional de Eco-Escolas da RAM que decorreu durante este fim-de-semana – com abertura na sexta-feira – na pitoresca vila de Porto Moniz. Um evento cuja realização já se impunha, dado o crescente número de escolas madeirenses galardoadas com a bandeira verde. Este ano foram trinta e seis e, a julgar pelos indicadores apresentados no encontro, brevemente aquele número atingirá a meia centena.
Este seminário tinha (teve) por principal objectivo reunir os docentes coordenadores do programa Eco-Escolas dos diversos estabelecimentos da Região galardoados pela ABAE – Associação Bandeira Azul da Europa – com a bandeira verde, e outros, bem como os técnicos dos municípios envolvidos, por forma a incentivar a partilha de ideias e a troca de experiências, no âmbito do programa.
Iniciativa conjunta da Câmara Municipal do Porto Moniz, Centro de Ciência Viva e da Direcção Regional do Ambiente, este evento revelou-se verdadeiramente frutuoso para todos quantos tiveram oportunidade de nele marcar presença, não só pela qualidade e diversidade das intervenções apresentadas, como também pelos diferentes ateliers de carácter prático dinamizados por algumas das escolas participantes. As visitas guiadas, quer ao Centro de Ciência Viva, quer ao Aquário da Madeira, foram condimentos que acrescentaram qualidade extra a este encontro.
A Escola Professor Francisco M.S. Barreto foi, como não poderia deixar de ser, uma das que marcou presença neste encontro. Renato Azevedo, docente coordenador do programa na nossa escola, foi um dos oradores convidados apresentando uma comunicação subordinada ao tema “A minhocultura no tratamento de resíduos orgânicos”. Aquele docente aproveitou ainda a oportunidade para dar a conhecer neste seminário regional Eco-Escolas o filme “Ouro Sub Azul”, vencedor do concurso Latitude 60 na categoria audiovisual.
Esgotada a edição inaugural, há agora que pensar a do próximo ano que, é já oficial, realizar-se-á na cidade de Câmara de Lobos – o segundo município do país no ranking de escolas galardoadas – conforme confirmado naquele encontro pelo Dr. Leonel Silva, vereador do Ambiente na autarquia câmara-lobense.

A terminar, não podemos deixar de congratular aqueles que se arrojaram na concretização do I Encontro Regional de Escolas da RAM – o pontapé de saída que faltava – com especial destaque para a Câmara Municipal do Porto Moniz, lançando assim a semente que, estamos certos, tem muito solo fértil para vingar.

quinta-feira, 25 de outubro de 2007

CHEGOU À NOSSA ESCOLA:


A nossa escola acabou de fazer a sua adesão ao Programa Tinteirinho. O Programa Tinteirinho é um programa de recolha de tinteiros e toners para impressoras, em associação com o Programa Eco-Escolas, que premeia com pontos as escolas participantes. Com uma forte vertente ambiental, pedagógica e social, este é um programa essencial e inovador no que a educação ambiental diz respeito. Assim, tinteiros e toners vazios recolhidos são valorizados sendo convertidos em pontos, pontos esses que poderão depois ser trocados por material informático que a escola necessite (computadores, impressoras, projectores, câmaras digitais, webcam, leitores de DVD, …)
Quantos mais tinteiros e toners vazios juntarmos melhor. Assim o Ambiente sai mais limpo, a escola ganha mais pontos e todos quantos participam no programa saem beneficiados. Fala com os teus pais e amigos e explica-lhes que tinteiros e toners vazios não são lixo. Trá-los para a escola! Brevemente teremos recipientes próprios para a deposição deste tipo de resíduos. Entretanto, entrega-os ao teu professor de Ciências.
Ajuda-nos a divulgar o Programa Tinteirinho nas tuas "surfadas" pela net. Está ao teu alcance fazer coisas tão simples como estas que, não obstante, podem ajudar muito o planeta onde vivemos.
Não te esqueças: tinteiros e toners vazios não são lixo!

sexta-feira, 19 de outubro de 2007

PARA AGUÇAR O APETITE...

Muito rica em proteína, vitaminas e sais minerais, a minhoca já vem sendo consumida pelo homem há milhares de anos, na forma de farinha, como ingredientes de sopas, em receitas de doces e assados. Os chineses da província de Fujian, por exemplo, famosos pela culinária exótica, já comem minhocas há séculos, misturadas com pedaços de carne para, segundo eles, aguçarem o sabor dos pratos. Os restaurantes de outras províncias chinesas, como Guangdong, Taiwan e Heinan, há muitos anos também incluem sopas de minhocas em seus cardápios. A tribo indígena Makiritare sedeada nas margens do Rio Cononama, na Venezuela, também tem o hábito milenar de se alimentar com este anelídeo. Minhocas azuladas de meio metro de comprimento são capturadas pelas índias em terrenos barrentos e degoladas com as bocas para lhes removerem o conteúdo dos corpos. Depois de limpas, as minhocas são então imersas num pote de barro cheio com água quente durante alguns minutos, deixando-as esbranquiçadas. Por fim, os índios temperam as minhocas com “aji”, um condimento usado comummente por esse povo indígena, e consumidas com pedaços de pão de mandioca.
Em 1975, na cidade de Pomona, estado da Califórnia, EUA, uma empresa formada por diversos minhocultores promoveu uma exibição e competição de gastronomia usando
este verme como ingrediente principal. O evento tinha a finalidade de divulgar o valor nutritivo da minhoca e alertar os participantes sobre o potencial de transformá-la em alimento humano rotineiro.
No início da década de noventa, alguns países do sul e ocidente da Europa começaram a produzir uma série sortida de produtos à base deste animal: minhocas enlatadas, cogumelos com minhocas, pães e biscoitos que levam o anelídeo na receita.



PS: Espero que esta apetitosa leitura não constitua mote para um "ataque organizado" ao stock de minhocas da escola, com pretextos gastronómicos. É que a ideia não é nova! Houve já um aluno que o fez - obviamente que por imperativos éticos não vou dizer o respectivo nome. Por favor não insistam! Já disse que não posso dizer que foi o J(...)

terça-feira, 16 de outubro de 2007

CURIOSIDADES SOBRE A MINHOCULTURA

Os povos de civilizações antigas, como os egípcios, gregos e romanos conheciam já, valorizavam e utilizavam o trabalho das minhocas para desenvolver diversos tipos de culturas agrícolas. A importância das minhocas para a fertilização e recuperação dos solos já era reconhecida pelo filósofo Aristóteles que definia estes seres como "arados da terra", graças à sua capacidade de escavar os terrenos mais duros.
Os antigos egípcios atribuíam poderes divinos às minhocas, protegendo-as por lei. A grande fertilidade do solo do vale do Nilo deve-se não só à matéria orgânica depositada pelas enchentes do rio Nilo, como também à sua humificação pelas minhocas que ali proliferam em enormes quantidades.
Uma das principais personalidades a advogar a importância das minhocas no equilíbrio dos ecossistemas foi o conhecido naturalista britânico Charles Darwin. O autor de A origem das espécies chegou mesmo a afirmar que "a minhoca é a melhor amiga do Homem". Após quarenta anos de pesquisas, Darwin publicou o espectacular ensaio intitulado: A formação do húmus através da acção das minhocas.


Sabias que...


  • Os chineses utilizam a minhoca na alimentação humana há mais de 2000 anos e certas tribos da África equatoriana alimentam-se diariamente delas?´
  • Na cidade de Pomona, nos EUA, há concursos anuais gastronómicos com pratos feitos à base de carne de minhoca?
  • A NASA revelou recentemente pesquisa mostrando que utiliza pasta de minhocas na dieta de cosmonautas?
  • O manual de sobrevivência do exército americano recomenda que, esgotadas as fontes de recursos de alimentação usuais (cereais, animais conhecidos e frutas), deve-se cavar próximo das raízes de árvores, retirar três minhocas e ingeri-las, por serem consideradas ração suficiente para um dia na alimentação humana. Três minhoquinhas valem por um bife?
  • Pode parecer estranho mas na Europa e nos Estados Unidos, a minhoca vem sendo usada como base de alimentação para humanos? Já existem até hambúrgueres de minhocas!

quarta-feira, 10 de outubro de 2007

JARDIM ATLÂNTICO MAIS UMA VEZ PIONEIRO

O Hotel Jardim Atlântico, nos Prazeres, recebeu ontem o primeiro Certificado do Sistema LiderA - Avaliação da Sustentabilidade, um sistema voluntário para certificação ambiental por marca da sustentabilidade da construção em Portugal, que é liderado pelo Instituto Superior Técnico de Lisboa.
A cerimónia foi presidida pela secretária regional do Turismo e Transportes e teve lugar no hotel, perante outros convidados e o pessoal da unidade hoteleira que detém o melhor currículo ambiental da Madeira, distinguido por diversas entidades internacionais pelas suas boas práticas.Conceição Estudante distinguiu precisamente essa postura da unidade, que desde a sua abertura lhe conferem prestígio e diferença, constituindo um alerta e um exemplo para toda a restante hotelaria regional.
A governante fez questão de destacar que o Hotel Jardim Atlântico é um bom exemplo para todos, nomeadamente numa ocasião em que a Região Autónoma se promove como destino turístico subordinada a conceitos que implicam a conservação da Natureza e a preservação do Ambiente. "Temos de ter capacidade para colocar a Madeira nesse ambiente natural, promovendo e assegurando a sua manutenção", tal como têm feito os responsáveis, os trabalhadores e os hóspedes daquele hotel.
O Sistema LiderA - Avaliação de Sustentabilidade da Construção surgiu em 2000, no âmbito de uma investigação do professor Manuel Duarte Pinheiro, do Instituto Superior Técnico, e tem em vista elaborar um sistema que apoie, avalie e contribua para a gestão ambiental e sustentabilidade da construção, em especial do edificado.Durante a cerimónia usaram ainda da palavra Mónica Heras, administradora, e Celina Neves, directora do hotel, que destacou o facto da certificação estar integrada na Semana da Flor Europeia 2007 que decorrerá em toda a Europa de 8 a 14 de Outubro, além de marcar o início da Semana do Rótulo Ecológico Europeu que o hotel assinala na mesma data.Com esta certificação, o Hotel Jardim Atlântico é mais uma vez pioneiro na Península Ibérica, pois trata-se da primeira unidade edificada em Portugal e Espanha que recebe o diploma. O sistema, embora numa fase piloto, é apontado como um regulador importante para definir no futuro a sustentabilidade dos edifícios.


domingo, 7 de outubro de 2007

MARICULTURA DA CALHETA GARANTE QUALIDADE NO PEIXE

O Centro de Maricultura da Calheta, construído em 2000, orçou então os 2 milhões de euros, tendo sido financiado pela União Europeia em 70 por cento, através do FEDER. Em termos anuais, os custos médios de funcionamento da infra-estrutura ronda 1,2 milhões de euros, sendo que na sua maioria os projectos desenvolvidos são suportados por fundos comunitários. A garantia de qualidade nas culturas de peixe e a investigação representam principais desafios.
O director do Centro de Maricultura da Madeira, Carlos Andrade garante que “nunca teve a pretensão de transformar o centro numa maternidade para as culturas privadas, desenvolvendo sim, trabalho de investigação de novas espécies para produção além das existentes, formação e apoio técnico e na emissão de pareceres”.Um dos principais desafios do centro de maricultura passa pela investigação de novas espécies, cuja aposta recai agora no pargo, espécie que tem elevada procura no mercado regional e nacional. Para Carlos Andrade é chegado o momento das empresas privadas apostarem em novos produtos para diversificar a produção e escoamento da dourada, espécie produzida em larga escala e a custos mais reduzidos. Atento a esta situação, o Centro de Maricultura da Calheta tem vindo a desenvolver um projecto pioneiro em Portugal, apoiado pela União Europeia, para melhorar a reprodução do pargo. “Os resultados são animadores e podemos informar que estamos já em condições de revelar que a produção industrial da espécie será uma realidade no próximo ano”, anunciou Carlos Andrade. “Este ano o teste resulta numa produção de 20 toneladas, mas em 2008 podemos atingir já as 50 toneladas”. Em alguns casos, os trabalhos de investigação das espécies neste campo apenas produzem resultados em períodos mais alargados, mas no caso particular do pargo, pelo facto de a produção ser reduzida, permite continuar a evoluir no estudo. O trabalho do centro, tem vindo a incidir sobretudo na selecção dos peixes reprodutores, cuja capacidade de engorda é mais rápida. Além disso, o Centro de Maricultura da Calheta está empenhado em contribuir para o repovoamento das espécies no mar, pelo que parte da produção, será lançada ao mar. “Estamos a evoluir nesse sentido e a estudar algumas zonas de repovoamento, que durante algum tempo serão vedadas à pesca, para que os juvenis possam crescer e reproduzir-se”, asseverou Carlos Andrade. “Só em períodos controlados serão autorizadas as capturas no mar”. Sobre as vantagens da aquacultura, o responsável do centro de investigação sedeado na Calheta, não tem dúvidas: “Trata-se de um peixe que dá mais garantias de segurança alimentar ao consumidor por ser mais fresco, visto ser capturado e em pouco tempo estar à disposição das pessoas”.Carlos Andrade considera mesmo que nos próximos anos, dadas as características da Madeira, espécies como garoupa, sargo e bodião poderão ter mais produção.

PEIXE É MATÉRIA-PRIMA RENDÍVEL

Na óptica do responsável pelo Centro de Maricultura da Calheta, Carlos Andrade, a Região Autónoma da Madeira tem condições para apostar claramente na cultura de peixe, como uma mais-valia na diversificação da sua economia. “Não há dúvidas de que o peixe será uma das únicas matérias-primas que a Madeira terá para oferecer, visto reunir condições excepcionais para o seu desenvolvimento”, realçou o director do centro. A experiência desenvolvida com a dourada desde meados dos anos 90, permitiu desenvolver projectos como o pargo, que a curto prazo será produzido em aquacultura. O centro de maricultura, realçou Carlos Andrade, está apto a contribuir para a prossecução dos objectivos das empresas privadas, quer ao nível técnico, quer na investigação necessária para a difusão de mais investidores no sector. Pese embora o facto de não haver ainda muita regulamentação, Carlos Andrade garante que o próprio centro pode ajudar na elaboração de elementos técnicos para a composição de propostas legislativas que visam facilitar, de certa forma, o acesso de futuros investidores às culturas de peixe na Região. “A Madeira tem muito boas infra-estruturas e condições naturais para fazer trabalhos de investigação e para desenvolver projectos piloto neste sector”, realçou Carlos Andrade.
Miguel Fernandes, in Jornal da Madeira

sexta-feira, 5 de outubro de 2007

I ENCONTRO REGIONAL DE ECO-ESCOLAS DA RAM

Entre 26 a 28 deste mês decorrerá, no Centro de Ciência Viva do Porto Moniz, o I Encontro Regional de Eco-Escolas da Região Autónoma da Madeira. Face aos reconhecidos êxitos dos encontros realizados a nível nacional, é de esperar que se venha a registar neste I Encontro de Eco-Escolas da Madeira uma significativa participação das escolas da Região e especialmente dos professores e demais entidades envolvidas no Programa Eco-Escolas.
A nossa escola far-se-á naturalmente representar, estando prevista a apresentação de uma comunicação sobre o tema "A Minhocultura no Tratamento de Resíduos Orgânicos", a cargo de Renato Azevedo, docente coordenador do projecto.
A participação é aberta a todos os interessados.
Para mais informações consulte o site http://www.ccvportomoniz.com/

BANDEIRA VERDE FOI "OURO SUB AZUL"

A comprovar que o programa Eco-Escolas da Escola Professor Francisco M. S. Barreto não se cinge ao grupo disciplinar de Ciências Naturais ou mesmo ao (s) clube (s) de actividades de enriquecimento curricular que neste estabelecimento apresenta (m), pela sua índole, uma maior vocação para a abordagem das temáticas do Ambiente, está o facto de uma das iniciativas que maior sucesso granjeou junto do júri da ABAE, de entre as diversas desenvolvidas no ano lectivo findo ter sido – sem desprimor para as demais – a participação da nossa escola no concurso LATITUDE 60. Um trabalho desenvolvido por um grupo de docentes e alunos que reflecte na plenitude o espírito do programa Eco-Escolas: a envolvência da comunidade educativa num projecto que, não sendo de ninguém, é de todos. De recordar que esta participação valeu-nos o 1º prémio a nível nacional na categoria audiovisual, de entre centenas de candidaturas. A saga realizada pela “Aurora Boreal” – pseudónimo da escola – com o título “Ouro Sub Azul”, decorre no ano 2075 quando gradualmente os humanos se vêem forçados a ir viver para as profundezas dos oceanos devido à poluição e ao degelo.
Um tributo a não perder ao tema do ano do programa Eco-Escolas, alterações climáticas.

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FRANCISCO BARRETO JÁ É ECO-ESCOLA


A Escola Professor Francisco MS Barreto, sedeada na freguesia da Fajã da Ovelha, é uma das três do concelho – a par da “reincidente” secundária da Calheta e da também estreante, primária da Ladeira e Lamaceiros – indigitadas para a atribuição do galardão Eco-Escolas 2007, comummente conhecido por bandeira verde. A cerimónia de atribuição do galardão que consagra as escolas que mais e melhores projectos no âmbito da temática ambiental desenvolveram no ano lectivo findo, decorrerá a dezanove do próximo mês, em Pombal.
Para a consagração da escola da Fajã muito terá contribuído a implementação de projectos no âmbito do processamento dos resíduos sólidos, designadamente a construção e manutenção de um Centro de Tratamento de Resíduos Orgânicos, constituindo-se este estabelecimento, hoje por hoje, caso único na Região na prática da vermicompostagem ou minhocultura. De entre os projectos desenvolvidos pela Francisco Barreto, destacam-se igualmente a participação daquela escola no concurso LATITUDE 60, arrecadando o 1º prémio a nível nacional, na categoria audiovisual, conforme informação oportunamente veiculada pelo “Diário da Calheta” ou a organização de um Plano de Mobilidade Escolar (PME) com vista à sua implementação no ano lectivo que agora se inicia, entre outros.
Com apenas três anos de existência, e tratando-se esta da primeira vez que esta escola apresenta a sua candidatura ao Galardão bandeira verde, os responsáveis pelo projecto não poderiam estar mais satisfeitos, dado que a atribuição do Galardão constitui o reconhecimento do trabalho realizado por toda a comunidade escolar na vertente ecológica
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Vítor Hugo, In diariodacalheta