quinta-feira, 29 de janeiro de 2009
«NÃO DÊS TAMPA. DÁ TAMPINHAS» (QUASE) DUPLICOU RECOLHAS EM JANEIRO!
quarta-feira, 28 de janeiro de 2009
CONCURSO DE ESCRITA CRIATIVA "A MAGIA DA FLORESTA DA MADEIRA"
Os trabalhos deverão ser enviados com a ficha de inscrição até ao dia 3 de Abril de 2009, para Direcção Regional de Florestas/Divisão de Promoção e Educação Ambiental, Estrada Comandante Camacho de Freitas, nº 308/310, 9020-149 Santo António, Funchal
Para consulta do regulamento clique aqui
OBRAS DE AMPLIAÇÃO DO C.T.R.O. – JÁ FALTOU MAIS…
Depois do difícil e moroso desaterro, todo ele manual (como pode ser constatado aqui), os trabalhos de construção dos dois novos tanques de minhocultura já vão avançados, prevendo-se, assim o tempo o permita, a sua conclusão para o final da próxima semana. A fase seguinte consistirá na construção de um compostor que substituirá o anterior, entretanto desmantelado para dar lugar à construção dos dois novos tanques.
Recorde-se que a remodelação / ampliação desta infra-estrutura tem por objectivo alcançar a meta de processamento de 100% dos lixos orgânicos produzidos na escola.
Importante destacar que todos os trabalhos estão a ser executados por alunos, no caso particular do Clube Eco, naturalmente supervisionados pelos docentes dinamizadores daquele clube de actividades de enriquecimento curricular. De destacar também – e agradecer – o importante contributo da Junta de Freguesia da Fajã de Ovelha que, mais uma vez, disponibilizou a sua colaboração fornecendo todo o material utilizado nas obras.
Eis algumas imagens dos trabalhos:
sábado, 17 de janeiro de 2009
E O MELHOR AMIGO DO HOMEM É...
Efectivamente, é difícil livrar-se de um tubarão de uma espécie protegida medindo cinco metros. Estabeleceu-se pois uma afeição mútua entre Arnold e "Cindy". Arnold diz: "A partir do momento que paro o barco ela aproxima-se, vira-se de costas para que eu lhe acaricie o ventre e o pescoço, ela grunhe, roda os olhos, bate com as barbatanas..."
Simplesmente fantástico!
sexta-feira, 16 de janeiro de 2009
CAMPANHA DE RECOLHA DE RESÍDUOS DE EQUIPAMENTOS ELÉCTRICOS E ELECTRÓNICOS
Cumpre-nos primeiramente, e porque sabemos subsistirem algumas dúvidas relativamente a este conceito, esclarecer o que são afinal EEE. Assim, pode-se entender por EEE equipamentos cujo funcionamento depende de correntes eléctricas ou campos electromagnéticos, ou seja, electrodomésticos, equipamentos de tecnologias da informação e de telecomunicações (computadores, pen drives, disquetes, CDs, telefones, etc.), equipamentos de iluminação (candeeiros, gambiarras, etc.), ferramentas eléctricas e electrónicas, brinquedos com componentes eléctricas, sistemas de equipamentos, instrumentos de monitorização e controlo (balanças, medidores de tensão arterial, etc.), etc.
Então já sabe, se tem em casa algum EEE inutilizado do qual se quer desfazer (aquela televisão a preto e branco que só dá “arroz”, aquele relógio-despertador que anda sempre quinze minutos atrasado, o radiozinho que já nem dá para ouvir “a bola”, etc.), basta dirigir-se à nossa escola e entregá-lo à funcionária de serviço no PBX ou, em alternativa, ligar para o nosso número de telefone para que os nossos alunos possam ir à sua casa recolhê-lo – naturalmente acompanhados de um professor.
Já agora, se tiver tampinhas de plástico, pilhas, toners, tinteiros ou tecidos em ganga, traga-os também porque nós aqui recolhemos (quase) tudo.
ECOBARRETO REFERENCIADO EM SITE BRASILEIRO
Os nossos agradecimentos aos administradores do site pelo privilégio de nos visitarem.
terça-feira, 13 de janeiro de 2009
CONCURSO LITERÁRIO “A FLORESTA, UM TESOURO A PRESERVAR”

Este Concurso Literário tem como objectivo promover e incentivar o gosto e a prática da escrita, particularmente junto das escolas da RAM, funcionado, também, como estímulo para os (as) jovens produzirem e divulgarem os seus trabalhos literários, principalmente na temática ambiental. De salientar que haverão prémios para os três melhores classificados, em cada escalão.
O período de entrega dos trabalhos decorre até ao dia 27 de Fevereiro do corrente ano.
PS: Porque o incentivo à prática e ao gosto pela escrita é algo a que sempre dedicámos particular atenção, naturalmente que a nossa escola, na senda de anteriores participações em iniciativas do género, marcará presença também neste concurso literário.
terça-feira, 6 de janeiro de 2009
OBRIGADO ESTRANHO - AS PALAVRAS QUE NUNCA TE DIREI (FIM)
Ao chegar a casa e ao deparar-se com aquele cenário idílico, Gon-Gon não disfarçou a emoção e, pegando o recém-nascido nas suas asas, acariciou-o ternamente. O seu filho constituía para ele muito mais do que uma simples cria da sua espécie. Depois de todas as dificuldades por que passara a colónia nos últimos meses, Bugio era, por assim dizer, uma espécie de Messias. Representava uma nova vida, o início de uma nova era para a colónia e para os seus. Gon-Gon beijou Pterodrómia na face e aconchegou ambos os seus tesouros contra as suas asas. Agora sim poderia finalmente dizer que era o macho mais feliz do mundo. Frente à janela, a silhueta da família contra o pôr-do-sol a desaparecer no horizonte transmitiam um sentimento de redobrada esperança e confiança no futuro e Bugio, a jovem cria, constituía indubitavelmente o símbolo máximo de tudo isso.
“Obrigado estranho”, pensou Gon-Gon, suspirando profundamente.
FIM
segunda-feira, 5 de janeiro de 2009
OBRIGADO ESTRANHO - AS PALAVRAS QUE NUNCA TE DIREI (parte V)
(Parte V)
Passada cerca de uma semana após as peripécias de Gon-Gon com os humanos, uma nova jangada atracou no ilhéu. Desta vez desembarcaram quatro homens que, munidos de diversos equipamentos, começaram a inspeccionar palmo por palmo o território da pequena ilha. Traziam diversos equipamentos que, Gon-Gon viria a saber depois, tinham por finalidade a erradicação dos coelhos e outros roedores, bem como travar a erosão do ilhéu. Dias após dia, quase ininterruptamente, os homens regressavam repetindo o mesmo procedimento. Alguns dos da sua espécie receberam também eles uma pulseira, à semelhança do sucedido com Gon-Gon aquando da sua visita à Deserta Grande. Pterodrómia, para satisfação de Gon-Gon, foi uma das contempladas. A jovem fêmea já era linda sem qualquer tipo de jóias ou adereços mas, com aquela pulseira reluzente, ficava, aos olhos de Gon-Gon, simplesmente irresistível. Parecia uma espécie de aliança de noivado, a tal que Gon-Gon tanto desejara oferecer à companheira.
Enquanto isso o tempo passava e os sinais da gravidez de Pterodrómia eram cada vez mais evidentes. A esbelta fêmea aumentava de peso a cada dia que passava – desde o início da gravidez aumentara já cerca de cinquenta gramas – e o seu ventre estava cada vez mais saliente. “Nunca te pareceste tanto com o teu pai” atirou Gon-Gon em tom jocoso, numa alusão subtil ao ventre proeminente do senhor Freire, fruto, em grande parte, da ingestão de sumo de gramíneas fermentadas que o velho procelarídeo bebia prazenteiramente todos os dias em quantidades consideráveis; tirada de que Gon-Gon se viria a arrepender depois já que lhe valeu uma semana a dormir no chão da sala. Não raras vezes a falta de sentido de humor de Pterodrómia resultava em situações do género.
Entretanto o trabalho dos humanos começava já a dar os primeiros frutos. Os relatos referentes a ataques de coelhos e cabras no ilhéu diminuíam drasticamente a cada dia desde que aquelas criaturas começaram a sua intervenção. Por toda a colónia Gon-Gon era já visto como um verdadeiro herói. Afinal de contas fora ele que exigira que os mamíferos esquisitos repusessem o estado original das coisas no ilhéu. Corria até por toda a colónia que Gon-Gon seria mesmo o próximo candidato a líder do grupo de procelarídeos nas próximas eleições, papel no entanto refutado pelo intrépido macho, ou não fosse ele genro do actual chefe da colónia.
Decorriam os primeiros dias de Julho quando Pterodrómia sentiu as primeiras contracções. Começaram ao amanhecer e, poucos minutos depois, um garboso ovo jazia já sobre a cama do casal. Gon-Gon, que procurara reconfortar a companheira durante a postura, não conseguiu tolerar tanta emoção junta e aos poucos foi desvanecendo, acabando por desmaiar. “Que grande macho fui eu arranjar”, foram as primeiras palavras que Gon-Gon ouviu quando recobrou os sentidos, ditas pela jovem fêmea que lhe afagava o rosto.
Os tempos que se seguiram foram de grande azáfama entre o casal, que se desdobrava na busca de alimento. Por forma a poderem descansar e realizar as demais tarefas diárias, revezavam-se de quatro em quatro horas nos turnos de religiosa vigilância do ovo, o mais precioso tesouro que alguma vez haviam possuído. Tudo teria de estar em perfeitas condições no momento da eclosão de Bugio.
domingo, 4 de janeiro de 2009
OBRIGADO ESTRANHO - AS PALAVRAS QUE NUNCA TE DIREI (parte IV)
Mal os primeiros raios de Sol que banhavam a ilha entraram por uma fresta da janela, Gon-Gon ergueu-se de um salto da cama, tomou o pequeno-almoço e dirigiu-se para fora inspirando profundamente o ar quente e seco que lhe bafejava o rosto. O dia estava solarengo e calmo. O vento que nos dias anteriores fustigara impiedosamente o pequeno ilhéu não passava já de uma mera recordação. Gon-Gon fez os seus alongamentos matinais e, abrindo as asas, mergulhou resoluto na massa de ar aquecida pelo Sol rumo à Deserta Grande.
Chegado à principal ilha do sub-arquipélago o arrojado macho dirigiu-se ao posto da pequena colónia de humanos. Sempre com o ouvido à escuta, caminhou pé ante pé até junto daquilo que lhe parecia ser a entrada daquela enorme caverna, uma imponente estrutura em madeira. Como não descortinou qualquer ruído proveniente do seu interior Gon-Gon decidiu bater com o bico na porta esperando de alguma forma ser correspondido. Naquele momento o coração do jovem macho estava aos saltos e, por breves instantes, Gon-Gon ainda pensou em dar meia volta. Decorridos poucos instantes ouviu pesados passos – seguramente de um dos humanos – ao que se seguiu a abertura da pesada porta, deixando-o frente-a-frente com um daqueles mamíferos a quem chamavam homens. “Agora não há retorno”, pensou o jovem macho, fazendo um esforço para se aguentar sobre as patas tremelicantes.
Ao deparar-se com a figura da pequena ave ali à sua frente o homem que recebeu Gon-Gon pareceu ficar tão assustado quanto ele. Estacado diante da porta escancarada, os olhos esbugalharam-se-lhe de tal modo que Gon-Gon praticamente conseguia discernir-lhe todo o globo ocular. Sempre sem retirar os olhos de Gon-Gon, aquela figura exótica vociferou uns sons esquisitos para o interior daquela espécie de caverna – de onde emanava um calor agradável – após os quais surgiu outro indivíduo quase tão esquisito quanto o primeiro, também ele estarrecido como se estivesse a contemplar algo do outro mundo.
Após o impacto inicial Gon-Gon decidiu que era tempo de estabelecer comunicação com os dois homens: “Mim ser Gon-Gon” disse, com uma vocalização calma e pausada o jovem macho, evitando a todo o custo deixar transparecer o medo que sentia. “Eu procurar vocês porque nós precisar de ajuda de mamíferos sem pêlo” acrescentou, logo prosseguindo “Vossos animais estar destruindo nosso habitat no ilhéu e nós querer que vocês reponham tudo como estava”, concluiu, apontando com a ponta da asa em direcção do ilhéu. Passados alguns instantes os dois homens começaram a verbalizar entre si. Escusado será dizer que Gon-Gon não percebeu nada do que diziam. Apesar disso, o procelarídeo não tinha dúvidas de que de certa forma aqueles seres estranhos tinham percebido a sua mensagem, visto que a mesma despoletou um verbalizar e gesticular frenético entre os dois homens. Pouco depois pegaram carinhosamente em Gon-Gon envolvendo-o com os membros que não utilizam para caminhar e levaram-no para o interior da caverna. Lá dentro agasalharam a jovem ave e puseram-lhe uma espécie de pulseira numa das patas – por sinal muito fashion, pensou Gon-Gon – enquanto verbalizavam entre si. Apesar do ambiente estranho, Gon-Gon sentia-se tranquilo entregue àquelas estranhas criaturas. Em nenhum momento sentiu-se ameaçado por aqueles animais que, segundo Gon-Gon, apenas pecavam pelo seu mau aspecto – “ainda se tivessem mais pelo”, pensava o jovem macho, mirando disfarçadamente os seus anfitriões já que o que menos desejava naquele momento era ferir susceptibilidades.
Pouco depois de lhe terem pesado, medido o bico, as asas e outros tantos procedimentos estranhos que Gon-Gon nunca chegou a perceber para que serviriam, os homens, já no exterior da caverna, dirigiram-se à praia encaminhando-se para uma daquelas jangadas esquisitas que se movem sozinhas, sempre com Gon-Gon envolto nos membros de um deles. À medida que a jangada se afastava da terra Gon-Gon apercebeu-se de que rumavam ao ilhéu. Chegados ao destino, os homens subiram a custo e com a respiração ofegante a íngreme escarpa Oeste até ao planalto. Uma vez no topo deixaram o jovem macho junto de um monte de rochas, não muito longe da sua casa – “se era para isto obrigadinha”, pensou Gon-Gon quando o pousaram no solo. “Se calhar acham que lhes bati à porta para pedir boleia” murmurou entre bico enquanto, sob o olhar atento dos homens, levantava voo rumo a casa.
(Continua...)
sábado, 3 de janeiro de 2009
OBRIGADO ESTRANHO - AS PALAVRAS QUE NUNCA TE DIREI (parte III)
“Tudo começou há muitos anos atrás quando o Homem aqui chegou trazendo consigo alguns animais como os coelhos, as cabras ou os murganhos”. As palavras do pai de Pterodrómia ressoavam-lhe na mente como os sinos da catedral que ouvira uma vez ao sobrevoar a grande ilha. “Então o Homem, essa espécie esquisita de mamíferos sem pêlo que se deslocam apoiados em duas patas – apesar de possuírem quatro, era o responsável por tudo isto” matutou. Gon-Gon já havia avistado alguns homens a flutuarem junto ao ilhéu numa jangada estranha que, como por magia, se movia sozinha. Também já havia descortinado dois deles ao sobrevoar a Deserta Grande, instalados numa espécie de gruta enorme. Curiosamente o jovem macho ficara com a impressão de que a sua presença na ilha pareceu despertar-lhes o interesse. Apesar de tudo não pareciam tratar-se de seres ameaçadores, pelo menos quando comparados com os malditos coelhos ou as gaivotas-de-patas-amarelas. Gon-Gon recordava-se claramente da sensação de tranquilidade com que fora acometido ao cruzar o seu olhar com o daqueles enormes mamíferos. Apesar da sua aparência bizarra a sua expressão transmitia de alguma forma uma certa confiança, como se estivessem ali para ajudar.
“É isso!” exclamou o futuro pai, deixando escapar uma vocalização que quase fez acordar a sua companheira. “Se calhar é por isso que estão nas Desertas! Para remediar os erros dos seus antepassados!”, só pode ser, pensou. “Que outra explicação poderia haver para a permanência de uma população tão pequena de indivíduos num local inóspito como este?” Este último pensamento restituiu a calma a Gon-Gon que nesse preciso momento acabara de tomar uma decisão: No dia a seguir iria à Deserta Grande pedir ajuda à pequena colónia de mamíferos mal-parecidos. Pouco depois deixou-se submergir num sono profundo envolvendo carinhosamente Pterodrómia com uma asa.